Negociações bilionárias do Jockey Club, desdobramentos de investigações policiais na capital e mobilizações de campanha marcam o cenário paulistano.
O cenário institucional e de segurança pública em São Paulo registrou desdobramentos importantes. Em depoimento à CPI na Câmara Municipal, o Jockey Club de São Paulo apresentou uma proposta financiada pelo banco BTG Pactual para quitar sua dívida tributária com a Prefeitura por R$ 228 milhões à vista, valor negociado sobre um débito consolidado de R$ 912,5 milhões, além de projetar um novo clube e um parque público de 85 mil m². Na área policial, o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, declarou considerar “legítima” a conduta dos PMs que dispararam 45 tiros na ocorrência que vitimou o jovem Gustavo Munis em Moema. Em outra frente, o Deic deteve um pedreiro e um receptador envolvidos no furto de R$ 5 milhões em joias na Rua Oscar Freire, recuperando parte do lote.
Nas ocorrências da Região Metropolitana e no desenvolvimento urbano local, a Polícia Militar efetuou a prisão de Matheus Isac Cardoso Silva, de 22 anos, que confessou o feminicídio da namorada Ana Clara Soares, de 19 anos, em Taboão da Serra. Já na Zona Leste da capital, a Prefeitura realizou a entrega de 298 unidades habitacionais do programa Pode Entrar no Residencial Forte do Rio Branco, além de formalizar 204 documentos de propriedade pelo programa Escritura na Mão para famílias do Loteamento São Francisco, em São Mateus.
No campo político, a capital sediou eventos de destaque da corrida presidencial. O senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) reuniu-se com lideranças como Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes após obter apoio da maioria dos diretórios do MDB, momento em que confirmou ausência no próximo debate presencial. Em contrapartida, apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) organizaram o “Ato da Virada” no Largo da Batata, em Pinheiros, reunindo militantes e parlamentares em ato de mobilização nacional.

