Invasão ocorrida em agosto resultou em tentativa de extorsão; PF cumpriu mandados em Joinville e instituição afirma que atendimento não foi impactado.
A Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar um ataque cibernético contra o Hospital Israelita Albert Einstein, localizado na Zona Sul da capital paulista. O ataque, ocorrido no dia 4 de agosto, resultou no acesso e na extração não autorizada de parte da base de dados de pacientes. A partir das informações obtidas, o grupo cibercriminoso passou a exigir valores financeiros da instituição de saúde para não divulgar os dados sensíveis.
Durante a ação policial, cujos mandados foram expedidos pela Vara Regional das Garantias de São Paulo, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária no município de Joinville, em Santa Catarina. As investigações apuram a prática dos crimes de invasão de dispositivo informático e extorsão. Os dispositivos e materiais recolhidos na operação passarão por perícia técnica para aprofundar o mapeamento da rede criminosa.
Em nota oficial, a direção do Hospital Israelita Albert Einstein informou que acionou imediatamente os protocolos de segurança da informação ao constatar a suspeita de invasão, garantindo que o prontuário eletrônico e a assistência aos pacientes continuaram operando sem qualquer interrupção. O hospital ressaltou ainda que não foram identificadas evidências de uso indevido ou vazamento público das informações extraídas e que mantém o monitoramento contínuo dos seus sistemas operacionais e de cibergovernança em colaboração com a Polícia Federal.

