Mogi das Cruzes apresentou um novo planejamento para ampliar e reordenar os serviços da rede municipal de Assistência Social a partir de 2027. Entre os principais pontos estão o fortalecimento das políticas de proteção às mulheres e a implantação da Casa da Mulher Mogiana.
O município já conta com uma rede de atendimento às mulheres vítimas de violência, com acolhimento sigiloso para situações de risco, Patrulha Maria da Penha, aplicativo SOS Mulher Mogiana e outros serviços de acompanhamento e proteção.
Durante a apresentação, a secretária municipal de Assistência Social, Daniela Salvador Mariano, informou que, em 2026, foram registradas 1.591 solicitações de medidas protetivas. Segundo os dados apresentados pela pasta, 748 foram concedidas e 582 revogadas.
A secretária afirmou ainda que 12 mulheres precisaram passar pelo acolhimento sigiloso ao longo do ano. O serviço é destinado a vítimas em situação de risco e permite que a mulher seja protegida enquanto são adotadas outras medidas para garantir sua segurança.
De acordo com Daniela, a média para a concessão de medidas protetivas no município atualmente é de 24 horas, com registros de decisões que ocorreram em cerca de cinco horas.
A proposta apresentada pela Prefeitura é fortalecer a proteção sem romper, sempre que houver condições de segurança, os vínculos da mulher com o território onde vive, permitindo, por exemplo, a permanência dos filhos na escola. A Casa da Mulher Mogiana foi anunciada como uma das novas ações que deverão integrar essa rede.
O planejamento para 2027 também contempla outros públicos atendidos pela Assistência Social.
Para os idosos, a Secretaria anunciou mais 30 vagas no serviço de proteção social básica no domicílio. O programa Bolsa Cuidados também deverá ser ampliado e, segundo o anúncio feito durante a apresentação, passará a atender 50 idosos.
Na política voltada às pessoas com deficiência, a Prefeitura prevê um novo serviço de proteção, inicialmente com 30 vagas, além da ampliação do atendimento em residência inclusiva. A medida também busca atender jovens institucionalizados que chegam à maioridade sem condições de autonomia ou perspectiva de retorno à família.
Já para a população em situação de rua, o planejamento prevê novas vagas de acolhimento e mudanças no funcionamento da Casa de Passagem. A Secretaria também informou que pretende ampliar o acompanhamento técnico e reorganizar os serviços de acordo com o perfil atual da população atendida.
Segundo Daniela Salvador Mariano, o reordenamento foi elaborado a partir dos dados da rede e da projeção das novas demandas do município. A proposta é ampliar a capacidade de atendimento e integrar os diferentes serviços de proteção social.
