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São Paulo: prefeitura veta caminhada de Lula e Haddad na avenida paulista e sugere praça Roosevelt

Linha fina: Evento de encerramento da campanha do primeiro turno estava previsto para sábado (3); gestão municipal aponta impacto no trânsito e recomenda que o PT escolha uma alternativa fora dos principais corredores da região central.

Por Gabrielle Tricanico | ELEIÇÕES 2026 | SÃO PAULO

A reta final da campanha eleitoral ganhou um novo capítulo na capital paulista. A Prefeitura de São Paulo não autorizou o bloqueio da Avenida Paulista para a realização de uma caminhada organizada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), prevista para este sábado (3), véspera do primeiro turno das Eleições 2026.

O ato deve contar com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do candidato ao Governo de São Paulo Fernando Haddad, além de candidatos, dirigentes partidários, militantes e apoiadores. A proposta apresentada previa a utilização de uma das regiões de maior circulação de pessoas e veículos da capital justamente no último dia permitido para determinadas atividades de campanha antes da votação.

Segundo as informações divulgadas sobre a decisão, a administração municipal recomendou que a organização evite a Avenida Paulista e também vias de grande fluxo, como a Rua Augusta. Como alternativa, foi sugerida a Praça Franklin Roosevelt, na região central.

IMPACTO VAI ALÉM DA AVENIDA PAULISTA

A discussão envolve uma área estratégica para a mobilidade de São Paulo. Uma eventual interdição da Paulista pode produzir reflexos sobre diferentes eixos viários e bairros do entorno, principalmente Bela Vista, Consolação, Cerqueira César e Paraíso.

Além do trânsito de veículos particulares, eventos de grande porte exigem planejamento envolvendo transporte coletivo, segurança, bloqueios temporários, acessos aos imóveis, circulação de pedestres e atuação dos órgãos municipais responsáveis pelo gerenciamento viário.

Na reta final da campanha, a questão ganha dimensão ainda maior diante da possibilidade de concentração de milhares de pessoas em uma região que reúne comércio, serviços, hospitais, centros culturais e estações do Metrô.

PREFEITURA PEDE “BOM SENSO”

A posição da administração municipal é de que os organizadores adotem “bom senso” na escolha do local e priorizem uma área que provoque menor interferência na mobilidade da cidade.

A Praça Franklin Roosevelt aparece como alternativa por permitir a concentração de público na região central sem exigir, em princípio, uma operação da mesma dimensão necessária para fechar a Avenida Paulista.

A mudança, entretanto, também exige planejamento operacional, principalmente em razão da proximidade com importantes corredores do Centro e da Consolação.

RETA FINAL DAS ELEIÇÕES 2026

O episódio acontece a poucos dias da votação de domingo (4) e coloca São Paulo novamente no centro da movimentação política nacional.

A capital concentra algumas das principais agendas da reta final da disputa eleitoral e, neste sábado, partidos e candidatos devem intensificar atos públicos antes da abertura das urnas.

Para o eleitor paulistano, além da repercussão política, o principal efeito prático está na mobilidade. Atos de campanha com grande público podem provocar alterações no trânsito, mudanças em itinerários e bloqueios temporários no Centro e em outras regiões da capital.

A orientação para quem pretende circular pela região no sábado é acompanhar previamente as informações oficiais sobre trânsito e transporte público, especialmente caso o local definitivo da caminhada seja confirmado.

A Guardiã da Notícia acompanha a reta final das Eleições 2026 com cobertura regional da capital, Grande ABC, Alto Tietê, Vale do Paraíba, Litoral Norte e demais regiões do Estado de São Paulo.

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