Investigação da Operação Quasar aponta crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta; relatório foi enviado ao MPF
A Polícia Federal em São Paulo concluiu o inquérito da Operação Quasar — um dos braços da Operação Carbono Oculto — e indiciou formalmente 13 pessoas. O grupo é composto por executivos de fundos de investimento, corretoras de valores e fintechs, apontados pela corporação pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta.
Segundo o relatório da PF, os investigados teriam atuado para operacionalizar e viabilizar o esquema financeiro comandado pelos empresários Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”. Ambos continuam foragidos desde o ano passado e não figuraram como alvos diretos desta fase do inquérito.
A lista de indiciados enviada pela Polícia Federal inclui João Carlos Falbo Mansur, Marcelo Dias de Moraes, Rogério Garcia Peres, Artur Martins de Figueiredo, Danilo Augusto Tonin Elena, Ramon Pessoa Dantas, Silvano Gersztel, Luiz Felipe Sousa Leão Volani, Paula Rios Borges, João Eduardo Gomes Santiago, Luis Fernando de Almeida, Camila Cristina de Moura Silva e Caio Henrique Hyppolito Galvani.
Com a conclusão do relatório final pela autoridade policial, os autos do processo foram encaminhados ao Ministério Público Federal (MPF). Cabe agora ao órgão fiscalizador analisar o material nos próximos dias para decidir se oferece denúncia formal à Justiça Federal, se requisita novas diligências complementares ou se determina o arquivamento do caso.
