Suspeito teria se irritado com a demora no atendimento de um familiar na UPA São João, em Vicente de Carvalho; GCM também encontrou substância com aparência de entorpecente durante averiguação de veículo
Por Gabrielle Tricanico | SEGURANÇA | GUARUJÁ
Um homem foi detido após ameaçar um médico plantonista dentro da UPA São João, em Vicente de Carvalho, no Guarujá, na Baixada Santista. Segundo as informações da ocorrência divulgadas, a abordagem aconteceu depois de uma discussão motivada pela suposta demora no atendimento de um familiar.
De acordo com a Guarda Civil Municipal (GCM), o homem teria passado a intimidar o profissional durante o desentendimento. Em determinado momento, teria feito com a mão um gesto simulando uma arma de fogo e apontado na direção do médico.
Ameaças teriam continuado pelo WhatsApp
O episódio não teria terminado dentro da unidade de saúde. Conforme o relato da ocorrência, o suspeito conseguiu acesso ao número particular do médico e teria enviado posteriormente mensagens com ameaças pelo WhatsApp.
Além da ameaça, foram relatadas acusações de injúria e desacato contra o profissional. As circunstâncias e a eventual responsabilização criminal serão apuradas pelas autoridades competentes.
GCM encontra substância durante averiguação
Durante a ocorrência, os agentes também verificaram o veículo utilizado pelo homem. Segundo as informações divulgadas, foram encontrados dinheiro, aparelhos eletrônicos, uma pequena quantidade de substância com aparência de entorpecente, papéis de seda, tesoura e dichavador.
A natureza da substância encontrada depende de confirmação pelas autoridades e eventual perícia.
O automóvel ainda apresentava licenciamento vencido e estava estacionado irregularmente sobre uma área destinada à travessia de pedestres e uma rampa de acessibilidade. O veículo foi autuado e removido por guincho ao pátio municipal.
Caso foi apresentado à Polícia Civil
Após a intervenção da GCM, o homem foi levado ao Distrito Policial, onde a ocorrência foi apresentada à autoridade policial para as providências cabíveis.
O caso chama atenção para a segurança dos profissionais que atuam na rede de urgência e emergência do Guarujá, especialmente em unidades que concentram grande fluxo de pacientes e familiares. A investigação deverá esclarecer toda a dinâmica do episódio, incluindo as ameaças atribuídas ao suspeito e as circunstâncias em que ele teria conseguido o telefone particular do médico.
