Beatriz Fickert Santoro estava no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo; morte foi constatada após transferência para unidade hospitalar e causas e circunstâncias do caso são investigadas pela Marinha e autoridades periciais
Por Gabrielle Tricanico | SEGURANÇA | SÃO PAULO
A morte da Segundo-Tenente (RM2-EN) Beatriz Fickert Santoro, da Marinha do Brasil, mobilizou uma apuração para esclarecer o que aconteceu dentro do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP).
A militar foi encontrada desfalecida em seu alojamento na quarta-feira, 24 de setembro. A informação foi confirmada oficialmente pela Marinha do Brasil em nota divulgada nesta quinta-feira (25).
De acordo com o comunicado, assim que Beatriz foi encontrada, a equipe médica da própria unidade militar se dirigiu imediatamente ao local.
A tenente foi posteriormente encaminhada ao Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP). Apesar do atendimento, sua morte foi constatada na unidade hospitalar.
O que aconteceu com a tenente?
Essa é a principal questão que permanece sem resposta.
A Marinha informou oficialmente que as causas e as circunstâncias da morte estão sendo apuradas pela própria Força e pelas autoridades periciais competentes.
Até o momento, a nota oficial não apresenta uma causa para a morte.
Também não há, no documento divulgado à imprensa, informações sobre quanto tempo a militar permaneceu desacordada antes de ser localizada, quem a encontrou, em qual horário ocorreu o atendimento ou se havia outras pessoas próximas ao alojamento naquele momento.
A Marinha também não detalhou no comunicado se a tenente apresentou algum problema de saúde anteriormente ou se havia procurado atendimento médico nos dias ou horas anteriores ao episódio.
Portanto, qualquer afirmação sobre o que teria provocado a morte de Beatriz neste momento iria além das informações oficialmente disponíveis.
Perícia será fundamental para esclarecer as circunstâncias
A apuração pericial assume papel central no esclarecimento do caso.
Será a partir dos procedimentos conduzidos pelas autoridades competentes que poderão surgir elementos técnicos capazes de determinar a causa da morte e ajudar a reconstruir as circunstâncias que antecederam o momento em que a militar foi encontrada desfalecida.
A nota da Marinha, entretanto, não informa quais exames foram realizados ou solicitados, nem apresenta prazo para conclusão da apuração.
Também não há no comunicado informação sobre eventual abertura de procedimento administrativo ou investigação militar específica.
O que está oficialmente confirmado é que há uma apuração conduzida pela Marinha e pelas autoridades periciais competentes.
Caso ocorreu dentro do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo
Outro ponto que amplia a relevância do episódio é o local onde Beatriz foi encontrada.
A tenente estava em um alojamento localizado no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, instalação militar da Marinha do Brasil.
Por isso, além de estabelecer a causa da morte, a apuração deverá esclarecer as circunstâncias que envolveram o episódio dentro da unidade.
A informação disponível até agora, contudo, é limitada ao comunicado oficial. A Marinha não apresentou publicamente uma cronologia detalhada das últimas horas da militar antes de ela ser encontrada.
Quem era Beatriz Fickert Santoro
Na nota encaminhada à imprensa, a Marinha identifica Beatriz como Segundo-Tenente (RM2-EN).
O comunicado não apresenta informações adicionais sobre idade, cidade de origem, tempo de serviço, formação profissional ou atividades que ela desempenhava no Centro Tecnológico.
Esses dados, portanto, não podem ser estabelecidos apenas a partir das informações oficialmente fornecidas até agora.
Marinha oferece assistência à família
Além de comunicar a morte e informar sobre a investigação, a Marinha afirmou que está prestando assistência social, psicológica e religiosa aos familiares da tenente.
A instituição também manifestou condolências aos familiares e amigos de Beatriz Fickert Santoro.
Caso ainda tem perguntas a serem esclarecidas
A investigação deverá responder pontos importantes para a compreensão completa do episódio: o que provocou a morte da Segundo-Tenente Beatriz Fickert Santoro, quais foram as circunstâncias imediatamente anteriores ao momento em que ela foi encontrada e o que os exames periciais indicarão sobre o caso.
Até que esses resultados sejam oficialmente apresentados, não existe, na nota divulgada pela Marinha, informação que permita atribuir a morte a acidente, doença, ação de terceiros ou qualquer outra hipótese.
A Guardiã da Notícia acompanha o caso e atualizará a reportagem à medida que novas informações oficiais forem divulgadas.

