A implementação do IBS e da CBS em 2027 obriga empreendedores a decidirem sobre o modelo híbrido de recolhimento de impostos e a reorganizarem o fluxo de caixa.
A implementação gradual do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) a partir de 2027 demandará decisões estratégicas dos empresários optantes pelo regime do Simples Nacional. A principal alteração envolve a escolha pela adoção ou não do sistema híbrido, que permite o recolhimento desses novos tributos de forma separada do regime simplificado. Essa alternativa é indicada principalmente para empresas que atuam como distribuidoras ou compõem a cadeia de revenda de outros negócios, pois possibilita a geração de créditos tributários essenciais para os clientes. Em contrapartida, os empreendedores que realizam vendas diretas para o consumidor final podem permanecer no sistema tradicional sem a necessidade de gerar tais créditos.
Diante dessas mudanças estruturais, os optantes pelo regime devem reavaliar o impacto comercial dos impostos nas operações de compra e venda, ajustando os custos para manter a competitividade de seus produtos e serviços no mercado. Outro fator crucial para o planejamento financeiro é a preparação do fluxo de caixa para a adoção do split payment, um modelo de retenção de impostos realizado diretamente no momento do faturamento, que tem previsão de início para 2027, podendo ser prorrogado para 2028. Para adequar os negócios a esse novo cenário, que retira parte da simplicidade original do regime, a recomendação técnica é buscar o acompanhamento de um contador ou tributarista para evitar surpresas fiscais no próximo ano.
