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São Paulo lidera ranking nacional de Educação com nota máxima; frequência escolar avança para 91,1%

Estado fica em 1º lugar pelo terceiro ano consecutivo; levantamento considera da educação infantil ao Ensino Médio, enquanto expansão de creches e combate às faltas colocam municípios no centro dos resultados

Por Gabrielle Tricanico | EDUCAÇÃO | ESTADO DE SÃO PAULO

São Paulo alcançou 100% da pontuação no pilar Educação do Ranking de Competitividade dos Estados e manteve, pelo terceiro ano consecutivo, a primeira colocação nacional. O resultado coloca a educação paulista à frente de Santa Catarina, que aparece na sequência com 93% dos índices considerados pelo levantamento.

Os números foram divulgados na quinta-feira (27) e ganham dimensão regional porque o desempenho não está restrito às escolas administradas diretamente pelo Governo do Estado. O levantamento considera indicadores que passam pelas redes públicas e particulares e por diferentes etapas da educação, incluindo atendimento infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.

Entre os fatores que ajudaram São Paulo a alcançar a pontuação máxima estão frequência dos estudantes, atendimento na educação infantil e existência de avaliações periódicas da aprendizagem.

O resultado também coloca sob análise políticas que chegam diretamente aos municípios, como construção de creches, abertura de vagas para crianças de zero a cinco anos e mecanismos utilizados pelas escolas estaduais para localizar estudantes com faltas recorrentes.

Frequência nas escolas estaduais chega a 91,1%

Um dos números de maior impacto está dentro das salas de aula.

As cerca de 5 mil escolas estaduais paulistas registraram frequência média de 91,1% ao final do ano letivo de 2025.

Em 2023, primeiro ano da atual gestão estadual, o índice havia ficado em 82,5%. A diferença entre os dois resultados é de 8,6 pontos percentuais.

Segundo a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, o avanço está relacionado a estratégias como a Busca Ativa, pela qual as unidades procuram identificar os motivos das ausências dos estudantes, e o painel Aluno Presente, utilizado para acompanhar os índices de frequência.

O secretário estadual da Educação, Renato Feder, afirma que a mudança representa cerca de 300 mil estudantes a menos faltando às aulas por dia, em média, em 2025.

Para o Governo de São Paulo, a frequência é um dos indicadores fundamentais porque manter o estudante dentro da escola é uma condição básica para avançar na aprendizagem e reduzir abandono e evasão.

Creches: 100 unidades entregues em 97 cidades

O impacto regional também aparece na primeira infância.

Embora as creches estejam principalmente sob responsabilidade dos municípios, o Estado mantém investimentos para construção de unidades por meio do Programa Creche Escola.

Entre janeiro de 2023 e julho de 2026, foram entregues 100 unidades em 97 municípios paulistas.

Segundo o balanço estadual, foram abertas 13,4 mil vagas para crianças de zero a cinco anos, com investimento acumulado de R$ 283 milhões no período de 43 meses.

Além do impacto educacional, a abertura de vagas em creches possui reflexos sociais e econômicos nos municípios, já que amplia a estrutura disponível para famílias que dependem do atendimento público durante a jornada de trabalho.

O que foi considerado para São Paulo alcançar 100%

O Ranking de Competitividade estabeleceu cinco indicadores com maior peso na avaliação da Educação nesta edição:

  • taxa de atendimento da educação infantil;
  • frequência dos estudantes do Ensino Médio;
  • avaliações educacionais realizadas pelas secretarias estaduais;
  • Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (IOEB);
  • frequência dos estudantes do Ensino Fundamental.

O levantamento também considera indicadores conhecidos nacionalmente, como o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Há, entretanto, uma ressalva importante para interpretar o resultado: segundo as informações divulgadas sobre a edição, Ideb, Enem e IOEB não tiveram seus dados atualizados para este ranking. O IOEB utilizado permanece referente a 2023.

Portanto, a pontuação máxima deve ser analisada dentro da metodologia específica adotada pelo Ranking de Competitividade e não significa, isoladamente, que todos os indicadores educacionais ou todas as redes e municípios paulistas tenham atingido desempenho máximo.

Saresp pesa no desempenho paulista

Outro componente importante é a existência de uma avaliação estadual periódica.

Em São Paulo, esse papel é desempenhado pelo Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo).

A avaliação é aplicada anualmente a estudantes do 2º, 5º, 6º, 7º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e das três séries do Ensino Médio.

Em 2026, o Saresp completa 30 anos desde sua primeira aplicação.

Os resultados dessas avaliações permitem acompanhar o desempenho educacional e identificar diferenças entre escolas e regiões, oferecendo informações que podem orientar políticas de recuperação da aprendizagem e planejamento da rede.

Educação representa 11,3% do ranking geral

O peso da Educação vai além de uma classificação setorial.

Segundo a metodologia apresentada pelo Centro de Liderança Pública, o pilar representa 11,3% da pontuação total do Ranking de Competitividade dos Estados, sendo a quarta área de maior peso.

O levantamento analisa ainda Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.

São Paulo aparece entre os cinco primeiros colocados em cinco áreas.

O Estado ocupa a 1ª posição em Infraestrutura, Educação e Sustentabilidade Ambiental, a segunda em Sustentabilidade Social, a quarta em Inovação e a quinta em Potencial de Mercado.

O desafio agora está dentro de cada região

A liderança estadual oferece uma fotografia ampla, mas não elimina as diferenças existentes entre municípios, escolas e regiões.

Indicadores estaduais elevados podem coexistir com desafios locais relacionados à aprendizagem, disponibilidade de vagas, abandono escolar e desigualdades socioeconômicas.

Por isso, além da posição ocupada por São Paulo no ranking nacional, o próximo nível de análise está justamente nos territórios: verificar como os avanços chegam às escolas do Grande ABC, Alto Tietê, Capital, Litoral Norte, Vale do Paraíba, Região de Sorocaba e demais regiões paulistas.

É no desempenho de cada rede, escola e estudante que os resultados das políticas educacionais efetivamente podem ser medidos.

SERVIÇO | PAIS E RESPONSÁVEIS DEVEM ACOMPANHAR A FREQUÊNCIA

A frequência escolar é um dos principais indicadores destacados pelo levantamento.

Pais e responsáveis devem acompanhar regularmente as faltas e, em caso de ausências prolongadas ou dificuldades para manter o estudante frequentando as aulas, procurar diretamente a direção ou a equipe responsável pela unidade escolar.

Nas escolas estaduais, mecanismos como a Busca Ativa e o Aluno Presente são utilizados para identificar ausências e acompanhar a frequência.

Famílias que precisam de informações sobre matrícula, transferência, unidade escolar, calendário ou outros serviços da rede estadual podem procurar a própria escola ou os canais oficiais da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

Rádio - Clínica Santa Marcia
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