Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (26) mostra Omar com 34% das intenções de voto para o Governo do Amazonas, enquanto Roberto Cidade registra 22% e Professora Maria do Carmo, 21%; levantamento também revela cenários apertados de segundo turno e disputa aberta pelas duas vagas do Senado
Por Gabrielle Tricanico | ELEIÇÕES 2026 | AMAZONAS
A corrida pelo Governo do Amazonas entra em uma fase decisiva com um cenário de liderança definida na primeira colocação, mas forte disputa pelas posições seguintes. Pesquisa do Realtime Big Data, registrada sob o número AM-09965/2026 e divulgada nesta quarta-feira, 26 de agosto, coloca Omar Aziz (PSD) com 34% das intenções de voto no principal cenário estimulado.
Na sequência aparecem Roberto Cidade (União Brasil), com 22%, e Professora Maria do Carmo (PL), com 21%. A diferença de apenas um ponto percentual entre os dois evidencia uma disputa particularmente apertada pela segunda colocação. David Almeida (Avante) aparece com 14%, Cabo Daciolo (Mobiliza) soma 4%, outros candidatos têm 1%, enquanto votos nulos ou brancos e os que não sabem ou não responderam representam 2% cada.
O levantamento ouviu 1.600 eleitores do Amazonas entre os dias 21 e 25 de agosto, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
Omar lidera, mas segundo turno permanece aberto
Os números do Realtime Big Data indicam que Omar Aziz ocupa hoje a posição mais confortável na largada da disputa estadual, com 12 pontos de vantagem sobre Roberto Cidade e 13 sobre Maria do Carmo no cenário estimulado.
Isso, porém, não significa uma eleição definida. A pesquisa mostra que os principais adversários apresentam diferentes possibilidades de crescimento e, principalmente, que os confrontos diretos de segundo turno podem transformar completamente a dinâmica eleitoral.
A maior pressão neste momento parece estar na disputa entre Roberto Cidade e Maria do Carmo. Considerando a margem de erro da pesquisa, a diferença nominal de um ponto entre os dois não permite afirmar estatisticamente uma vantagem consolidada de Cidade.
Também chama atenção a distância entre a pesquisa espontânea e a estimulada. Quando nenhum nome é apresentado aos entrevistados, Omar Aziz registra 14%, Roberto Cidade e Maria do Carmo aparecem com 8% cada e David Almeida tem 4%. Outros nomes somam 2%, enquanto 11% declaram voto branco ou nulo. O dado mais relevante, entretanto, é que 53% não sabem ou não responderam.
Esse percentual revela um eleitorado ainda pouco cristalizado na manifestação espontânea. Em outras palavras, apesar da vantagem de Omar no cenário estimulado, existe um contingente expressivo que ainda não cita espontaneamente um candidato ao governo.
Segundo turno mostra eleição muito mais apertada
É nos confrontos diretos apresentados pelo Realtime Big Data que a disputa ganha outra dimensão.
Em eventual segundo turno entre Omar Aziz e Roberto Cidade, o levantamento registra 42% para Omar e 41% para Cidade, diferença de apenas um ponto percentual — dentro da margem de erro. Outros 9% votariam branco ou nulo e 8% não sabem ou não responderam.
O confronto entre Maria do Carmo e Omar Aziz também aparece tecnicamente apertado: a candidata do PL alcança 43% contra 42% de Omar. Brancos e nulos representam 8% e 7% não sabem ou não responderam.
Os dois cenários são politicamente relevantes porque demonstram que a vantagem registrada por Omar no primeiro turno não se reproduz automaticamente em uma eventual etapa final da eleição.
Maria do Carmo apresenta ainda vantagem expressiva contra David Almeida: 45% a 33%. Omar também supera David, por 42% a 35%, enquanto Roberto Cidade vence o candidato do Avante por 44% a 34%.
Já em um confronto direto entre Roberto Cidade e Maria do Carmo, Cidade registra 38% contra 36%, novamente uma diferença pequena diante da margem de erro.
O conjunto dos cenários reforça uma leitura importante: Omar lidera com folga no primeiro turno, mas a eleição se torna altamente competitiva quando o número de candidatos é reduzido a dois.
Rejeição pode definir os limites de crescimento
Outro indicador estratégico do levantamento é a rejeição múltipla, na qual o entrevistado pode apontar os candidatos em quem não votaria.
David Almeida aparece com a maior rejeição, chegando a 48%. Cabo Daciolo registra 43%, Omar Aziz, 42%, Roberto Cidade, 30%, e Maria do Carmo apresenta 27%. Gilberto Vasconcelos tem 20% e Isael Munduruku, 18%.
O número de Omar merece atenção justamente por ele ser o líder da pesquisa estimulada. Ao mesmo tempo em que possui o maior percentual de intenção de voto no primeiro turno entre os principais nomes, 42% dos entrevistados o incluem entre aqueles em quem não votariam.
Maria do Carmo, por outro lado, combina 21% na estimulada com rejeição de 27%, inferior à registrada por Omar, Cidade, David Almeida e Daciolo. Esse indicador ajuda a compreender por que ela se mostra competitiva nos cenários de segundo turno.
Perfil do eleitor revela forças diferentes
Os recortes apresentados pelo Realtime Big Data também ajudam a entender a composição do voto.
Entre os homens, Omar registra 29%, enquanto Roberto Cidade e Maria do Carmo aparecem empatados com 24%. Entre as mulheres, Omar sobe para 38%, Cidade registra 20% e Maria do Carmo, 19%.
A liderança de Omar também cresce conforme aumenta a idade. Entre eleitores de 16 a 34 anos, registra 29%; entre 35 e 59 anos, chega a 35%; e entre aqueles com 60 anos ou mais alcança 42%. O gráfico da página 9 mostra que sua vantagem é especialmente forte no eleitorado mais velho.
A renda produz outra fotografia interessante. Entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos, Omar tem 36%, Cidade 24% e Maria do Carmo 17%. Na faixa entre dois e cinco salários mínimos, Omar aparece com 32%, Maria do Carmo cresce para 25% e Cidade registra 21%.
Já entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, o cenário fica muito mais equilibrado: Omar tem 29%, Maria do Carmo 26% e Roberto Cidade 18%. O segmento também apresenta percentuais maiores de votos em outros nomes e de indecisão.
Avaliação do governo mostra divisão do eleitorado
A pesquisa também mede a percepção sobre a administração de Roberto Cidade. Segundo o levantamento, 47% aprovam e 42% desaprovam o trabalho do governador, enquanto 11% não sabem ou não responderam.
Na avaliação qualitativa, 26% classificam o governo como ótimo ou bom, 42% como regular e 23% como ruim ou péssimo; 9% não sabem ou não responderam.
Os números mostram uma administração que mantém aprovação numericamente superior à desaprovação, mas enfrenta um eleitorado dividido e uma parcela expressiva que classifica a gestão como regular.
Politicamente, a capacidade de Roberto Cidade transformar avaliação administrativa em voto pode ser uma das variáveis centrais da campanha. Apesar de aparecer com 22% no primeiro turno, o governador chega a 41% em um confronto direto com Omar Aziz.
Senado: Capitão Alberto Neto lidera disputa pelas duas vagas
A pesquisa do Realtime Big Data também apresenta números para o Senado Federal, onde o eleitor amazonense poderá escolher dois candidatos.
No resultado consolidado dos primeiros e segundos votos, reduzidos para 100%, Capitão Alberto Neto (PL) aparece na liderança, com 24%. Wilson Lima (União Brasil) registra 19%, Eduardo Braga (MDB), 18%, e Plínio Valério (PSDB), 14%.
Na sequência aparecem Ismael Munduruku (Rede), com 5%; Professora Evany (PSOL), 3%; Xuxa do Amazonas (Mobiliza), 2%; Dailson Corrêa (DC), 1%; e Evandro de Oliveira (PSTU), 1%. Os que não sabem ou não responderam são 7%, e votos brancos ou nulos, 6%.
Quando considerados separadamente os votos, Capitão Alberto Neto também lidera na primeira escolha, com 28%, seguido por Eduardo Braga, com 23%, Wilson Lima, com 19%, e Plínio Valério, com 13%.
No segundo voto, Alberto Neto aparece com 20%, Wilson Lima com 18%, Plínio Valério com 15% e Eduardo Braga com 13%.
A configuração mostra que a disputa pelas duas cadeiras do Amazonas no Senado permanece competitiva, principalmente entre os quatro primeiros colocados.
Realtime Big Data revela eleição de duas velocidades no Amazonas
A fotografia produzida pelo Realtime Big Data aponta, portanto, para uma eleição com duas dinâmicas distintas.
No primeiro turno, Omar Aziz aparece isolado na liderança, enquanto Roberto Cidade e Maria do Carmo travam uma batalha praticamente ponto a ponto pela segunda posição. David Almeida surge mais distante e enfrenta, adicionalmente, o maior índice de rejeição entre os nomes testados.
No segundo turno, entretanto, as distâncias desabam. Omar aparece praticamente empatado com Cidade e Maria do Carmo, enquanto os confrontos envolvendo David Almeida produzem vantagens mais amplas para seus adversários.
A pesquisa ainda revela um componente decisivo para as próximas semanas: mais da metade dos entrevistados — 53% — não aponta espontaneamente um candidato ao Governo do Amazonas. Isso significa que, apesar das posições estabelecidas na pesquisa estimulada, existe espaço para movimentação eleitoral.
Com a campanha avançando para sua fase mais intensa, o desafio de Omar será transformar a liderança do primeiro turno em capacidade de vencer um confronto direto. Cidade e Maria do Carmo, por sua vez, disputam não apenas a segunda posição, mas a possibilidade concreta de chegar ao segundo turno em condições competitivas.
Pesquisa Realtime Big Data divulgada em 26 de agosto mostra Omar Aziz com 34% na corrida pelo Governo do Amazonas, Roberto Cidade com 22% e Maria do Carmo com 21%. Cenários de segundo turno apontam disputas apertadas.
