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Pernambuco entra em empate absoluto: João Campos e Raquel Lyra têm 43% e disputa pelo governo segue aberta

Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (17) mostra equilíbrio também em eventual segundo turno, enquanto recortes por idade e renda revelam dois eleitorados distintos. No Senado, Marília Arraes aparece à frente no consolidado.

Por Gabrielle Tricanico | ELEIÇÕES 2026 | PERNAMBUCO

A disputa pelo Governo de Pernambuco chega a uma zona de equilíbrio máximo. Pesquisa estadual Real Time Big Data, registrada sob o número PE-06056/2026 e divulgada nesta segunda-feira, 17 de agosto, coloca João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) rigorosamente empatados, com 43% das intenções de voto, no cenário estimulado.

O empate não aparece apenas quando os nomes são apresentados aos entrevistados. Na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde sem receber uma lista de candidatos, Raquel Lyra e João Campos também registram 21% cada. Outros nomes somam percentuais menores, enquanto 44% ainda dizem não saber em quem votar.

O cenário reforça uma característica importante da eleição pernambucana: apesar da polarização já consolidada entre os dois principais candidatos, existe uma parcela expressiva do eleitorado que ainda pode definir os rumos da campanha.

Segundo turno repete o empate

A projeção para um eventual segundo turno torna o quadro ainda mais simbólico. Em um confronto direto, João Campos aparece com 44% e Raquel Lyra também com 44%. Outros 5% votariam branco ou nulo e 7% não sabem ou não responderam.

Os números indicam que, neste momento da campanha, nenhum dos dois lados consegue estabelecer vantagem estatística. Com margem de erro de dois pontos percentuais, o levantamento ouviu 1.600 eleitores de Pernambuco entre 12 e 15 de agosto, com nível de confiança de 95%.

Juventude favorece João Campos; renda mais alta amplia vantagem de Raquel

Por trás do empate geral, porém, existe um Pernambuco eleitoralmente dividido.

Entre os eleitores de 16 a 34 anos, João Campos alcança 48%, contra 37% de Raquel Lyra. A situação se inverte na faixa dos 35 aos 59 anos, na qual a governadora registra 47%, diante de 42% de Campos. Entre os eleitores com 60 anos ou mais, Raquel também aparece à frente, com 43%, contra 37% do adversário.

A renda mostra uma divisão ainda mais acentuada. Entre quem recebe até dois salários mínimos, Campos marca 46% contra 40% de Raquel. Já entre os entrevistados com renda de dois a cinco salários mínimos, Raquel chega a 50%, contra 38% de Campos. Acima de cinco salários mínimos, a governadora mantém os 50%, enquanto João Campos recua para 32%.

O recorte sugere uma disputa que vai além dos números gerais: Campos demonstra maior força entre jovens e eleitores de menor renda, enquanto Raquel cresce entre as faixas etárias mais elevadas e nos segmentos de maior renda.

Raquel tem maior rejeição, mas governo é aprovado por 60%

Outro ponto estratégico para a campanha está na rejeição. Raquel Lyra registra 40% dos entrevistados dizendo que não votariam nela, enquanto João Campos aparece com 35%. Ivan Moraes e Renan registram 32% cada.

Ao mesmo tempo, a governadora chega à eleição com 60% de aprovação de seu trabalho, contra 37% de desaprovação. Quando a avaliação é detalhada, 34% classificam a gestão como ótima ou boa, 46% como regular e 19% como ruim ou péssima.

Esse contraste entre aprovação administrativa e rejeição eleitoral deverá ser um dos pontos centrais da campanha de Raquel Lyra: transformar a avaliação positiva da gestão em voto suficiente para romper o empate.

Senado: Marília Arraes aparece à frente

A pesquisa também mediu a corrida pelas duas vagas de Pernambuco no Senado Federal. No resultado consolidado dos primeiro e segundo votos, reduzidos para 100%, Marília Arraes (PDT) lidera com 29%, seguida por Humberto Costa (PT), com 20%; Mendonça Filho (PL), com 18%; Eduardo da Fonte (PP), com 12%; e Túlio Gadelha (PSD), com 11%.

O levantamento, portanto, desenha uma eleição pernambucana de alta competitividade. Para o governo, não existe hoje um favorito isolado: João Campos e Raquel Lyra começam a fase decisiva da campanha separados não por pontos percentuais, mas pelos diferentes segmentos do eleitorado que cada um consegue mobilizar.

Com empate no primeiro turno, empate no segundo e diferenças relevantes por idade e renda, Pernambuco se consolida como uma das disputas estaduais que devem exigir acompanhamento permanente até outubro.

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