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Centros de Reabilitação de São Paulo usam robô para auxiliar recuperação de pacientes após AVC

Tecnologia transforma exercícios de reabilitação em atividades interativas e permite acompanhar força, velocidade, trajetória e precisão dos movimentos

Pacientes que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC) contam com o auxílio de tecnologia para recuperar movimentos nos Centros Especializados de Reabilitação (CERs) da Prefeitura de São Paulo. Um robô portátil utiliza atividades interativas, semelhantes às dinâmicas de jogos eletrônicos, para tornar as sessões mais estimulantes.

Durante o tratamento, os pacientes realizam exercícios diante de uma tela, com atividades inspiradas em situações do cotidiano, como arremessar uma bola, pescar, pintar ou servir uma refeição. Os movimentos são acompanhados em tempo real e os equipamentos registram informações como força, velocidade, trajetória e precisão.

A tecnologia utilizada é o Assistive Rehabilitation Machine (ARM), um robô desenvolvido no Brasil que auxilia na recuperação dos movimentos dos membros superiores. O equipamento utiliza uma manopla que conduz o paciente durante as atividades virtuais e funciona como complemento aos demais tratamentos de reabilitação.

Ao final de cada sessão, o sistema produz um relatório com o desempenho do paciente. A ferramenta também ajusta automaticamente o nível de dificuldade, aumentando os desafios conforme ocorre a evolução durante o tratamento.

A estratégia permite ainda um número elevado de repetições, considerado importante para a recuperação motora, ao mesmo tempo em que torna os exercícios mais interativos.

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, mais de 10,1 mil pessoas foram atendidas nos serviços de reabilitação da rede municipal em 2021. Em 2025, o número passou de 17,6 mil, um aumento de 74%. Os atendimentos abrangem reabilitação física, auditiva, intelectual e visual.

A terapia robótica não substitui os demais cuidados oferecidos pelos CERs. O tratamento é definido individualmente e pode incluir fisioterapia, fonoaudiologia, neuropsicologia, acupuntura, hidroterapia e estimulação cognitiva.

Segundo especialistas da rede municipal, a combinação entre tecnologia e acompanhamento multiprofissional pode contribuir para a recuperação dos pacientes.

Rádio - Clínica Santa Marcia
São Paulo
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