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Megaoperação contra facção mira sequestro e tortura de advogado na Baixada Santista

Operação Patrocínio Fiel mobiliza Rota, Choque, COE e Canil em Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Cubatão; sete investigados são alvos de apuração sobre organização criminosa que teria sequestrado, extorquido e torturado advogado.

Por Gabrielle Tricanico | BAIXADA SANTISTA | LITORAL DE SÃO PAULO

Uma operação de grande porte contra o crime organizado mobilizou forças especializadas da Polícia Militar nesta quarta-feira (12) na Baixada Santista. A ofensiva tem como alvo integrantes de uma facção criminosa investigados por envolvimento no sequestro, extorsão, tortura e ameaças contra um advogado da região.

Batizada de Operação Patrocínio Fiel, a ação é realizada pela Polícia Militar em apoio ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, do Ministério Público de São Paulo.

Ao todo, sete investigados são alvos da apuração. Foram expedidos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra suspeitos apontados como participantes da organização criminosa.

Operação chega a quatro cidades da Baixada e Santa Catarina

A dimensão territorial da investigação chama atenção. As diligências foram realizadas simultaneamente em Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Cubatão, além de Florianópolis, em Santa Catarina.

A mobilização envolve algumas das principais unidades especializadas da Polícia Militar paulista: Rota, 3º Batalhão de Polícia de Choque, Canil e Comando de Operações Especiais, o COE.

Residências e estabelecimentos comerciais ligados aos investigados estão entre os endereços vistoriados.

Um dos pontos mais importantes da operação é um imóvel apontado pela investigação como possível cativeiro onde o advogado teria sido mantido durante o crime.

Sequestro, tortura e extorsão estão no centro da investigação

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, os suspeitos teriam participado de uma sequência de crimes contra a vítima, envolvendo sequestro, extorsão, tortura e ameaças.

A identidade do advogado e detalhes que possam comprometer sua segurança não foram divulgados.

As buscas também são importantes para a coleta de provas. Materiais eventualmente apreendidos poderão ajudar os investigadores a reconstruir a atuação do grupo, identificar outros envolvidos e esclarecer a estrutura utilizada pelos criminosos.

Os investigados devem ser considerados inocentes até eventual condenação definitiva.

Integração tenta impedir fuga e destruição de provas

A execução simultânea dos mandados em diferentes municípios e estados foi planejada para reduzir a possibilidade de fuga dos investigados e de eliminação de possíveis provas.

O comandante do Policiamento de Choque, coronel Rogério Nery, afirmou que a operação demonstra a importância da integração institucional no enfrentamento às organizações criminosas.

Segundo o oficial, as equipes atuaram de maneira estratégica para localizar os investigados, proteger a vítima e retirar de circulação suspeitos envolvidos em crimes considerados de extrema gravidade.

A atuação está alinhada à missão institucional do Gaeco, que inclui a identificação, prevenção e repressão de organizações criminosas no Estado de São Paulo, por meio de investigação, inteligência e ações integradas. (Biblioteca MPSP⁠)

A Operação Patrocínio Fiel segue em andamento, e o balanço de prisões e materiais apreendidos poderá ser atualizado pelas autoridades.

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