Especialistas ressaltam o sucesso de programas que geram renda para comunidades tradicionais e conectam a preservação do território paulista às metas climáticas globais.
A Fundação Florestal sediou um polo exclusivo de debates sobre florestas e oceanos durante a São Paulo Climate Week 2026, com foco em soluções práticas de conservação. Em entrevista à rádio Guardiã da Notícia, o assessor de relações internacionais Osvaldo Lucão e a diretora de bioeconomia Vitória Carvelis ressaltaram que a instituição atua como um laboratório vivo para as metas globais de clima e biodiversidade, já que é responsável pelo manejo de um quarto do território do estado de São Paulo (cerca de seis milhões de hectares).
Um dos pilares das discussões foi a bioeconomia e os programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), como o PSA Araucária, o PSA Jussara (que incentiva a produção de açaí sustentável) e o Lixo no Mar (que remunera pescadores pela coleta de plástico). Essas iniciativas oferecem uma renda constante às comunidades tradicionais, fixando os jovens no campo e estimulando o manejo sustentável. O próximo desafio, segundo os especialistas, é escalar esses modelos rastreáveis para atrair cada vez mais fundos de investimento verde e recursos do mercado de carbono para a conservação local.
