Marcos de Deus, síndico do projeto clássico de Artacho Jurado, destaca as belezas e as dificuldades burocráticas de manter um imóvel histórico em São Paulo.
O quadro “Olhar pro Centro” da rádio Guardiã da Notícia recebeu Marcos de Deus, síndico do histórico Edifício Louvre, para debater os desafios da preservação de imóveis tombados e a revitalização da região central de São Paulo. Localizado na Avenida São Luís, o prédio da década de 1950 — projetado pelo arquiteto autodidata João Artacho Jurado — é reconhecido por sua arquitetura moderna (apartamentos de 64m² a 520m²), uma incrível piscina na cobertura com vista panorâmica da cidade, além da fachada de ladrilho cor-de-rosa.
Durante a entrevista, Marcos, que também atua como advogado e vice-presidente do Conseg, explicou as dificuldades enfrentadas pelos proprietários para conservar o patrimônio (o Louvre tem o nível 3 de tombamento, focado na preservação exclusiva da fachada) e criticou o excesso de burocracia das leis vigentes. Ele defendeu mecanismos de incentivo e renúncia fiscal por parte do poder público, além da aprovação de um projeto que flexibilize e destrave as transferências de Direito de Construir (TDC) geradas através do PIU Central (Programa de Intervenção Urbana), o que permitiria aos condomínios históricos viabilizarem recursos financeiros para restauração. O síndico expressou otimismo com a melhoria recente na segurança e zeladoria do Centro, e recomendou um passeio na arborizada Praça Dom José Gaspar, sua área favorita na região.
