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Ciclone-bomba deixa rastro de destruição no Sul e reforça alerta para ventos fortes em São Paulo

Fenômeno extremo provoca morte, centenas de ocorrências e mobiliza autoridades; Defesa Civil mantém monitoramento e orienta população do Estado de São Paulo diante da influência da frente fria e dos ventos intensos.

Por Gabrielle Tricanico | Brasil | São Paulo

A passagem de um ciclone extratropical intenso, popularmente chamado de ciclone-bomba, provocou um cenário de destruição no Rio Grande do Sul e acendeu o alerta em todo o Sul e parte do Sudeste do país. O fenômeno, associado à atuação de uma forte frente fria, resultou na morte de um motociclista, deixou ao menos cinco pessoas feridas e causou danos em 118 municípios gaúchos, segundo balanço divulgado pela Defesa Civil estadual.

A vítima fatal morreu após a queda de uma árvore sobre a rodovia RS-124, no município de Montenegro. Além da tragédia, a cidade registrou diversos destelhamentos e feridos em decorrência da força dos ventos. Em Novo Hamburgo, os bombeiros contabilizaram cerca de 120 ocorrências relacionadas a telhados arrancados, enquanto outro motociclista ficou ferido após se enroscar em fios derrubados pela tempestade. Já em Pedro Osório, um militar sofreu ferimentos causados por estilhaços de um para-brisa durante o temporal.

O evento meteorológico foi resultado da rápida intensificação de um ciclone extratropical entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul. Esse processo, conhecido tecnicamente como ciclogênese explosiva, provoca uma queda acelerada da pressão atmosférica, favorecendo rajadas extremamente fortes de vento, tempestades severas e, em alguns casos, queda de granizo.

Embora o núcleo do ciclone já esteja se afastando em direção ao oceano, seus efeitos continuam sendo sentidos. As autoridades alertam que o mar permanece agitado e que ainda há risco de ventos intensos em diversas regiões do Sul e do Sudeste.

Reflexos no Estado de São Paulo

Para o Estado de São Paulo, o principal impacto é a intensificação dos ventos, a queda acentuada das temperaturas e o aumento do risco de queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e danos em estruturas vulneráveis.

A Defesa Civil paulista mantém estado de atenção para diversas regiões, incluindo a Região Metropolitana de São Paulo, Grande ABC, Alto Tietê, Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira, Litoral Norte e Baixada Santista. Nessas áreas, a recomendação é evitar permanência sob árvores, placas metálicas, estruturas frágeis e regiões sujeitas a alagamentos durante as rajadas mais intensas.

Especialistas destacam que episódios como este evidenciam o aumento da frequência de eventos climáticos extremos no Brasil, exigindo planejamento urbano, investimentos em infraestrutura resiliente e sistemas cada vez mais eficientes de prevenção e resposta a desastres.

A Defesa Civil orienta que a população acompanhe os alertas oficiais e evite deslocamentos desnecessários durante períodos de vento forte e tempestades. Em caso de emergência, a recomendação é acionar imediatamente os órgãos responsáveis e manter distância de cabos elétricos rompidos ou estruturas comprometidas.

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