Prefeitura decreta estado de emergência e orienta moradores a permanecerem em casa.
Por Thalyta Andrâde I Interior
A cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, foi atingida por um forte temporal na madrugada desta sexta-feira (24). Rajadas de vento de até 120 km/h causaram danos à rede de energia, ao abastecimento de água, aos serviços de internet e telefonia. Segundo a Prefeitura, um homem morreu e houve dois registros de desabamento.
O temporal durou pouco mais de 20 minutos e registrou 23 milímetros de chuva, além de rajadas de vento de até 120 km/h. Prédios públicos e estabelecimentos privados foram danificados. Até a publicação desta reportagem, o Corpo de Bombeiros havia registrado 250 ocorrências.
As linhas de transmissão também foram afetadas. O prefeito Ricardo Silva (MDB) decretou estado de emergência por 180 dias. O prazo poderá ser encerrado antes, caso a situação no município seja normalizada.
Segundo a Secretaria de Educação, cerca de 117 escolas estão sem energia. As unidades mantêm atendimento emergencial às famílias, mas as aulas foram suspensas por tempo indeterminado.
Segundo a Prefeitura, a área da saúde foi a mais afetada pelo temporal. Hospitais tiveram alas cirúrgicas, de exames e de emergência comprometidas devido à falta de energia em grande parte da cidade. No momento, apenas 13 leitos de emergência estão disponíveis para uma população de cerca de 750 mil habitantes. As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) seguem em funcionamento para atender casos de urgência e emergência.
Equipes de Piracicaba, Bauru e Araraquara foram enviadas para reforçar os trabalhos de atendimento no município.
As linhas de transmissão foram danificadas, assim como postes e árvores em diferentes pontos da cidade. Equipamentos públicos, como Centros de Referência de Assistência Social (Cras), cemitérios e Centros POP, também sofreram danos. Segundo a Prefeitura, não houve registros de alagamentos, já que o principal impacto foi causado pelos ventos. O atendimento em órgãos públicos, como o Poupatempo, está suspenso.
Segundo a Defesa Civil Municipal, fenômenos como este têm poucas chances de serem previstos. A Defesa Civil Estadual ainda avalia se o evento poderá ser caracterizado como ciclone. O último episódio semelhante registrado na cidade ocorreu em 1994. A Prefeitura, em conjunto com as secretarias municipais, realiza o levantamento dos danos causados pelo temporal.
