O jornalismo do Alto Tietê amanhece mais silencioso neste sábado. A cidade de Mogi das Cruzes se despede de um de seus maiores nomes: o jornalista Darwin Valente, que morreu aos 72 anos, após enfrentar um câncer.
Mais do que uma carreira, Darwin construiu um legado. Foram mais de cinco décadas dedicadas à informação com responsabilidade, apuração rigorosa e respeito absoluto ao público. Um profissional que não apenas noticiava os fatos — ele ajudava a construir a história da região.
Durante 48 anos, esteve à frente da editoria do tradicional O Diário de Mogi, onde se consolidou como referência. Também atuou como correspondente de veículos de peso como O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde e Agência Estado, sempre acompanhando de perto os principais acontecimentos políticos, econômicos e sociais.
Nos últimos anos, seguiu inovando. À frente do DV Cast, Darwin mostrou que o bom jornalismo atravessa gerações, conectando experiência e atualidade em entrevistas relevantes, diretas e necessárias.
A homenagem da RTV Filmes, por meio do diretor Mario Theo Magalhães, traduz o sentimento de toda uma categoria: Darwin era mais do que um colega — era inspiração. Um exemplo de ética, paixão e compromisso com a notícia.
Sua partida deixa uma lacuna difícil de preencher. Fica a saudade, mas principalmente a responsabilidade de manter vivo o padrão de jornalismo que ele sempre defendeu.
Darwin Valente deixa a esposa Nicéia, os filhos Tatiana, Luciana, Adriana e Darwin Rafael, além dos netos Davi, Gabriel, Luis e Mateus.
O Alto Tietê perde uma referência. O jornalismo perde um mestre. E nós, a certeza de que grandes nomes nunca se vão por completo — permanecem em cada história bem contada.
