No programa Cidade Dentro da Cidade, o especialista Fábio Denardi analisa o impacto do pronunciamento de Donald Trump no mercado financeiro; dólar volta a subir e inflação preocupa brasileiros às vésperas da Páscoa.
Geopolítica e Tensão no Oriente Médio
O mercado financeiro amanheceu em alerta nesta quinta-feira após o pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado na noite de ontem. Diferente do cessar-fogo esperado, o tom foi de agressividade. Trump ameaçou atingir refinarias e usinas iranianas, afirmando que faria o país “voltar à Idade da Pedra” caso não ocorra um acordo em até três semanas. O conflito, que já dura pouco mais de um mês, provocou uma reação imediata nas bolsas da Ásia e Europa, que registram quedas acentuadas nesta manhã.
Petróleo e Inflação no Brasil
O barril do petróleo atingiu a marca de 109 dólares, operando em alta de 8%. O reflexo direto para o consumidor brasileiro já é sentido com o aumento de 55% no querosene de aviação, o que deve encarecer as passagens aéreas nos próximos dias. Além disso, o IPCA-15, prévia da inflação oficial, mostrou aquecimento nos preços antes mesmo de computar a recente escalada do óleo, gerando incerteza sobre os próximos cortes na taxa de juros pelo Banco Central.
Mercado Financeiro e Investimentos
Embora o primeiro trimestre de 2026 tenha sido favorável para a bolsa brasileira — com a entrada de quase 50 bilhões de reais em capital externo no acumulado do ano — o mês de março apresentou maior volatilidade. A expectativa para hoje é de cautela extrema, com o dólar podendo oscilar entre R$ 5,20 e R$ 5,25. O cenário de incerteza afasta projeções otimistas e liga o sinal de alerta para investidores e consumidores.
Resumo das Cotações e Tendências
- Petróleo: Acima de 100 dólares por barril (tendência de alta).
- Dólar: Pressão de alta com alvo em R$ 5,25.
- Bolsa (B3): Abertura em queda acompanhando o cenário externo.
- Inflação: Perspectiva de alta puxada por combustíveis e energia.
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