A Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos abriu uma apuração interna após a deflagração da Operação TAC, conduzida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo nesta semana.
A administração municipal esclareceu que colabora integralmente com as autoridades competentes, fornecendo todos os documentos e acessos solicitados. Reforça, ainda, que não compactua com qualquer prática que fira os princípios da administração pública. A Prefeitura aguarda o posicionamento oficial do Ministério Público para depois divulgar as medidas administrativas.
Operação TAC
A Operação TAC foi estruturada com os dados obtidos na Operação Munditia, a partir dos aparelhos de um ex-vereador. Foi identificado um conluio entre agentes públicos e empresário para firmar Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) entre a empresa investigada e a Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos.
As investigações apontam que o esquema serviria para suspender dívidas de multas ambientais e a desistência de demandas judiciais relacionadas à empresa, em troca dos TACs que preveriam reparação de danos ao meio ambiente. Segundo os promotores, agentes públicos que faziam parte do esquema teriam recebido propina.
De acordo com os promotores, o Poder Público de Ferraz de Vasconcelos abriu mão de R$ 24 milhões em dívidas. Em valores atualizados, o montante pode chegar a R$ 43 milhões.
Mais de cem agentes participam do cumprimento de mandados de busca e apreensão. A Justiça também decretou o afastamento dos agentes públicos suspeitos e o bloqueio de bens e valores ligados às pessoas e empresas investigadas.
