TEMPESTADE AVANÇA PARA PORTUGAL
CHUVA, NEVE E ONDAS GIGANTES SE APROXIMAM
A tempestade Ingrid começou a afetar Portugal continental a partir de quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, quando as primeiras frentes ligadas a esta depressão atlântica chegaram ao território, trazendo chuva, vento forte e agitação marítima crescente. Os seus efeitos mais intensos estão previstos entre sexta-feira, 23, e sábado, 24 de janeiro. 
Este fenómeno meteorológico está associado a uma depressão profunda no Atlântico Norte que impulsiona frentes frias, ventos fortes e mar muito agitado. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu avisos de chuva intensa, vento de até cerca de 90 km/h em algumas zonas e queda de neve em altitudes elevadas e até médias em pontos mais interiores. 
Um dos aspectos mais impressionantes da tempestade Ingrid são as ondas gigantes previstas ao longo da costa ocidental. O estado do mar está a deteriorar-se rapidamente, com ondas significativas entre 6 e 8 metros, e em alguns momentos mais extremos ondas máximas que podem alcançar entre 12 e 16 metros, comparáveis à altura de um edifício de vários andares. 
Devido ao risco elevado, a Proteção Civil colocou Portugal em estado de prontidão, com alertas meteorológicos – incluindo avisos vermelhos – para agitação marítima, vento e neve em várias regiões. As autoridades têm apelado à população para tomar precauções, evitar deslocações desnecessárias junto à costa e manter-se informada sobre as atualizações meteorológicas. 
JAPÃO REATIVA MAIOR USINA NUCLEAR
DESDE 2011 QUE ESTAVA FECHADA
O Japão tomou um passo significativo em sua política energética ao reativar um dos maiores complexos nucleares do mundo, a usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, localizada na província de Niigata. Esta usina — a maior em capacidade instalada global — ficou praticamente inativa desde o desastre de Fukushima, em 2011, quando todo o parque nuclear japonês foi progressivamente desligado por questões de segurança e política pública. 
Na noite de 21 de janeiro de 2026, a Tokyo Electric Power Company (TEPCO) conseguiu reiniciar o Reator nº 6 da Kashiwazaki-Kariwa, marcando o primeiro relançamento de uma unidade nuclear sob a gestão da TEPCO desde o acidente de Fukushima. O Reator nº 6 tem capacidade de cerca de 1,36 GW e faz parte de um conjunto de sete unidades que, juntos, somam cerca de 8,2 GW de capacidade instalada — o que a torna a maior usina nuclear do mundo em potencial de produção elétrica. 
Este retorno foi visto como um marco importante na tentativa do Japão de diversificar sua matriz energética, reduzir a dependência de combustíveis fósseis e reforçar a segurança de abastecimento às vésperas de altos custos com importações de energia. No entanto, a decisão também está inserida em um contexto de debates intensos sobre segurança nuclear e confiança pública, uma vez que muitas comunidades locais continuam cautelosas após o trauma de Fukushima. 
Suspensão temporária após o reinício
Poucas horas depois da retomada das operações, a TEPCO anunciou a suspensão temporária das atividades do reator no dia 22 de janeiro de 2026, após um alarme do sistema de monitoramento ser disparado durante os procedimentos de inicialização. A empresa informou que o reator permanece estável e não houve liberação radioativa, mas que irá investigar a situação antes de retomar a operação comercial. 
Contexto mais amplo — energia e segurança
Este episódio ocorre enquanto o Japão tenta equilibrar a necessidade de garantir energia mais barata e confiável com pressões internas de grupos ambientalistas e residentes preocupados com riscos sísmicos e a segurança de longo prazo. A reativação da Kashiwazaki-Kariwa — além de ser um símbolo do retorno da confiança na energia nuclear — também destaca os desafios que ainda persistem na política energética japonesa quase 15 anos após Fukushima.
NOVO ACIDENTE NA ESPANHA
ATÉ O MOMENTO NÃO INFORMAÇÕES DE FERIDOS
Na manhã desta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, um trem de passageiros na região de Múrcia, no sudeste da Espanha, colidiu com o braço de um guindaste de construção que estava a invadir a via férrea, provocando vários feridos leves entre os passageiros. O incidente aconteceu perto da cidade de Cartagena, na linha regional Cartagena-Los Nietos, e não resultou em descarrilamento do trem — o veículo permaneceu sobre os trilhos, mas o serviço foi temporariamente interrompido. 
Segundo a operadora ferroviária Renfe, o guindaste não pertencia às operações da companhia e estava em área próxima à infraestrutura ferroviária, o que levantou questionamentos sobre segurança no entorno dos trilhos. As equipes de emergência, incluindo polícia, bombeiros e guarda civil, estiveram no local para atender os feridos e normalizar o trânsito dos comboios. 
Este acidente ocorre em meio a uma série de incidentes graves em menos de uma semana no sistema ferroviário espanhol. No domingo anterior, **dois trens de alta velocidade colidiram na região de Andaluzia, resultando na morte de dezenas de pessoas e na hospitalização de muitos outros — um dos piores desastres ferroviários recentes no país. 
Além disso, na terça-feira, 20 de janeiro, um trem suburbano em Gelida, na Catalunha, descarrilou depois que um muro de contenção desabou sobre os trilhos devido às fortes chuvas, causando a morte do maquinista e ferindo dezenas de passageiros. 
Esses episódios têm gerado fortes debates públicos sobre a segurança das infraestruturas ferroviárias na Espanha, levando sindicatos a exigir melhorias urgentes e até a convocar greves de condutores, enquanto as autoridades seguem investigando as causas dos acidentes e reforçando medidas de prevenção em toda a rede. 
