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UBATUBA: BOMBEIROS APONTAM RACISMO EM CONFUSÃO NA PRAIA GRANDE; PROFISSIONAL FOI CHAMADO DE “MACACO”

Vídeos analisados pela corporação embasaram enquadramento do caso como crime de racismo; ocorrência segue sob apuração da Polícia Civil.

Novos vídeos que circularam nas redes sociais e foram analisados pelas autoridades mudaram o rumo da apuração sobre a confusão registrada na Praia Grande, em Ubatuba, na manhã de quinta-feira (8 de janeiro de 2026). Segundo o Corpo de Bombeiros, as imagens mostram ofensas de cunho racista direcionadas a um guarda-vidas temporário durante a ocorrência.

De acordo com a avaliação jurídica da doutora Ana Carolina Pereira de Oliveira, o material evidencia o crime de racismo, após a autora das agressões verbais chamar o profissional de “macaco” — expressão reconhecida pela legislação e pela jurisprudência como injúria racial, equiparada ao crime de racismo.

O Corpo de Bombeiros informou que o episódio ocorreu durante ações da Operação Verão, quando uma mulher procurou os guarda-vidas alegando que o filho estaria momentaneamente desaparecido. No momento do contato, o profissional atendia uma emergência no mar. A situação evoluiu para hostilizações verbais, confronto físico e intervenção da Polícia Militar para conter os envolvidos.

Crime imprescritível e inafiançável

O crime de racismo é considerado grave e intolerável, ainda mais em pleno 2026, e está previsto na Lei nº 7.716/1989, além de ser protegido pela Constituição Federal. A legislação estabelece que:
• o crime é inafiançável;
• é imprescritível, ou seja, não deixa de ser punido com o passar do tempo;
• a pena pode variar de 2 a 5 anos de prisão, além de multa, dependendo das circunstâncias e do enquadramento jurídico.

Desde 2023, o Supremo Tribunal Federal equiparou a injúria racial ao crime de racismo, ampliando o rigor da punição e reforçando o entendimento de que ataques baseados em raça, cor ou etnia atentam diretamente contra a dignidade humana.

A ocorrência foi apresentada à Delegacia de Polícia de Ubatuba, que seguirá com a apuração, incluindo a análise das imagens, depoimentos e responsabilização dos envolvidos. O Corpo de Bombeiros reiterou que acompanha o caso, colabora com as autoridades e reforça que qualquer forma de racismo é inadmissível, especialmente contra profissionais que atuam na preservação de vidas.

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