Prefeita diz que houve atualização de metragem e orienta contribuinte a pedir revisão; comentários no post cobram retorno em serviços e apontam cobranças consideradas abusivas.
A prefeita de Ubatuba, Flávia Pascoal, publicou nesta terça-feira (13) um vídeo e uma mensagem nas redes sociais para rebater a polêmica sobre carnês do IPTU 2026 com valores mais altos. No conteúdo, ela afirma que “não houve aumento de IPTU” e atribui a diferença no boleto à inclusão de nova área construída nos imóveis, “como acontece quando alguém amplia a própria casa”.
No texto, a prefeita também critica o que chamou de “desinformação” e diz que “a oposição não tem o mínimo de responsabilidade ao espalhar” versões equivocadas. Ela orienta moradores que tiverem dúvidas ou identificarem erro a solicitarem revisão diretamente na Prefeitura.
A publicação, porém, gerou forte repercussão e concentrou comentários de moradores questionando os critérios e relatando casos de alta expressiva no valor final do imposto, além de críticas ao retorno em serviços públicos.
Reação nos comentários
Entre as manifestações, a usuária Flávia Baptístela reclamou da infraestrutura e afirmou que “as nossas ruas continuam uma porcaria” e que “nada funciona na cidade”, defendendo benefícios aos moradores “que sustentam a cidade com os impostos”.
Já Patrícia Mello contestou a explicação, dizendo que mora na mesma casa “simples” desde 2005 e que o IPTU ficou “cinco vezes mais caro”, chamando a justificativa de “mentira”. No mesmo fio, Jeferson Chagas ironizou perguntando: “Conta casinha de cachorro também?”
Outras mensagens ampliaram as críticas para além do imposto. Iraci Maria da Silva Leite relatou suposta falta de materiais em unidade de saúde no Perequê-Açu, citando atendimento com “luva rasgada”. Fabiane dos Santos Alves escreveu que foi à Prefeitura e disse que seu IPTU “está certo”, mas reclamou de cobrança de taxa de esgoto “que não tem ainda”, mencionando contato com a Sabesp e dúvida sobre acionar o Procon.
Também houve reclamações sobre iluminação pública. Cintia Mantovanelli Alcantú afirmou pagar a taxa, mas que sua rua “não tem iluminação” além de um refletor que ela mesma instalou, e perguntou como resolver. Em outro comentário, Daniela Carvalho criticou a prefeita e exemplificou um salto de “3 mil para 6 mil”, chamando de “aumento abusivo”. Fernando Pires atribuiu a situação ao resultado eleitoral, dizendo: “não queriam ela como prefeita… tá aí o resultado”.
O que está em discussão
A fala da prefeita centraliza o debate na atualização de área construída (metragem) e na possibilidade de o contribuinte pedir revisão se entender que houve erro. Do outro lado, moradores afirmam que não fizeram obras, nem ampliaram imóveis, e dizem não enxergar melhorias proporcionais em infraestrutura e serviços, como vias públicas, iluminação e atendimento.
A reportagem mantém o espaço aberto para que a Prefeitura detalhe, de forma objetiva:
• se houve levantamento de metragem (e por qual método);
• quais itens passaram a ser computados como área construída;
• e qual o passo a passo oficial (documentos e prazos) para contestação e revisão do carnê.
