Protesto ocorre às 16h e reúne contribuintes que relatam reajustes superiores a 300%; Executivo afirma que não houve aumento de imposto, mas correção cadastral.
Moradores de Ubatuba realizam nesta sexta-feira (16), às 16h, uma manifestação em frente ao Paço Municipal, no Centro da cidade, em protesto contra os valores cobrados no IPTU 2026. O ato foi organizado após uma semana de intensa repercussão sobre os carnês do imposto, que apontam aumentos expressivos para parte dos contribuintes.
Desde o início da semana, a reportagem vem recebendo dezenas de relatos de moradores que afirmam ter sido surpreendidos com valores muito acima do que vinham pagando. Em alguns casos, contribuintes que pagavam cerca de R$ 700 por ano passaram a receber carnês com valores superiores a R$ 2.700, mesmo sem ampliações recentes nos imóveis ou melhorias na infraestrutura urbana.
Em matérias anteriores, moradores de bairros como Perequê-Açu, Estufa, Itaguá e Ipiranguinha relataram que os imóveis continuam em ruas sem pavimentação, sem rede de esgoto e sem qualquer alteração física que justificasse a elevação abrupta. Comentários enviados à reportagem apontam sensação de insegurança jurídica, falta de transparência e dificuldade de acesso a informações claras sobre o cálculo individual do imposto.
A Prefeitura de Ubatuba, por sua vez, sustenta que não houve aumento do IPTU, mas sim uma correção cadastral baseada na área construída, alegando que muitos imóveis estariam com metragem desatualizada desde 2013. O Executivo também destaca que a revisão da Planta Genérica de Valores não foi aprovada pela Câmara Municipal em 2025, argumento usado para reforçar que não houve alteração geral de base de cálculo.
Mesmo assim, vereadores da atual legislatura passaram a se manifestar publicamente nas redes sociais, cobrando explicações técnicas mais detalhadas e defendendo a revisão de casos considerados discrepantes. O tema ganhou forte repercussão popular e política, ampliando a mobilização que culmina no protesto desta sexta-feira.
A manifestação ocorre em meio a questionamentos sobre critérios de atualização cadastral, falhas na comunicação com os contribuintes e a ausência de um canal mais efetivo para contestação administrativa. A reportagem acompanha a mobilização e seguirá monitorando os desdobramentos junto à Prefeitura, Câmara Municipal e órgãos de controle.
