Paciente relatou condutas libidinosas em atendimento; profissional não possui especialidade registrada no CRM e já havia sido desligado da emergência da Santa Casa em 2022
A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira, em Ubatuba, um médico de 59 anos investigado por importunação sexual contra uma paciente durante consulta médica. A prisão preventiva foi expedida pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Ubatuba e cumprida por policiais da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
O caso foi registrado como importunação sexual, conforme o artigo 215-A do Código Penal. A medida judicial foi deferida após representação da autoridade policial e manifestação favorável do Ministério Público, com fundamento na garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima relatou que, durante nova consulta, o médico solicitou que ela se deitasse na maca, sob a justificativa de realizar uma “massagem de relaxamento”. O procedimento teria começado pelas pernas e seguido para a região da cabeça. A paciente afirmou que percebeu que, além das mãos do profissional, havia um terceiro elemento roçando em sua cabeça.
Ainda segundo o relato, o investigado pediu que ela se deitasse de costas e passou a massagear seus pés e panturrilhas. A vítima declarou que, enquanto ele manipulava suas pernas, manteve as mãos com as palmas voltadas para cima sobre a maca e sentiu algo roçando sobre elas. Ao se virar, constatou que o médico estava com o órgão genital ereto, roçando intencionalmente em suas mãos.
As investigações apontam que a conduta pode não ter sido isolada, havendo registros anteriores envolvendo o mesmo profissional por fatos semelhantes.
A reportagem apurou que o médico se apresentava como cardiologista, porém não possui especialidade registrada no Conselho Regional de Medicina (CRM). Consta ainda que, em 2022, ele foi desligado da emergência da Santa Casa sob suspeita de condutas semelhantes.
O investigado foi conduzido à unidade policial para as providências de praxe e posteriormente encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para completo esclarecimento dos fatos e eventual identificação de outras vítimas.
