Relato de gestante aponta falha no atendimento de alto risco na rede pública, enquanto prefeitura acompanha criança internada em estado grave com hipótese de meningite
Duas situações distintas na área da saúde colocaram Ubatuba em alerta nesta semana. De um lado, uma gestante de 31 semanas denunciou falta de atendimento regular de pré-natal de alto risco na rede pública. De outro, a Prefeitura informou que acompanha o caso de uma criança internada em estado grave, com hipótese de meningite entre as causas em investigação.
No caso do pré-natal, o relato foi enviado à Rádio Costa Azul por uma moradora que afirma viver uma gestação de risco e precisar de acompanhamento contínuo. Segundo a denúncia, o município estaria sem oferta regular desse tipo de atendimento, o que estaria levando pacientes a buscarem suporte na Santa Casa.
A gestante relata que médicas vêm atendendo além do previsto para evitar que as pacientes fiquem desassistidas. Ao mesmo tempo, denuncia sobrecarga das profissionais e afirma que consultas de pré-natal estariam sendo realizadas dentro da sala de pronto atendimento do hospital, sem estrutura adequada e fora da função do setor.
Em resposta à emissora, a Prefeitura de Ubatuba, por meio da Secretaria de Saúde, informou que o atendimento de pré-natal de alto risco é feito por médico ginecologista concursado e que o fluxo foi temporariamente afetado pelo período de férias do profissional.
Segundo a administração, medidas já estão sendo adotadas para normalizar o serviço. A pasta informou que novos profissionais qualificados devem iniciar as atividades em 17 de abril e acrescentou que está em andamento a convocação de mais um ginecologista aprovado em concurso público.
Em outra frente, a Secretaria de Saúde também se manifestou sobre mensagens recebidas pela Rádio Costa Azul a respeito de um possível caso de meningite em Ubatuba. Segundo a prefeitura, uma criança está internada em estado grave e a hipótese de meningite está entre as causas em investigação.
De acordo com a pasta, o quadro clínico segue sendo monitorado pelas equipes médicas. A prefeitura afirmou ainda que, até o momento, não há confirmação oficial de óbito relacionado ao caso e pediu cautela na circulação de informações, além de respeito à família.
A Secretaria de Saúde explicou que a meningite pode ser causada por vírus, bactérias e fungos. Nos casos de origem bacteriana, considerados mais graves, podem ser adotadas medidas específicas, como quimioprofilaxia de contatos próximos, incluindo familiares e, em situações escolares, colegas e professores.
Segundo a Vigilância em Saúde, os procedimentos seguem os protocolos estabelecidos pelos órgãos da área. A Vigilância Epidemiológica também reforçou a importância da vacinação de rotina como uma das principais formas de prevenção contra infecções mais graves.
Os dois casos expõem pressões diferentes sobre a rede de saúde do município. Enquanto a denúncia da gestante levanta questionamentos sobre a estrutura de atendimento especializado, o caso suspeito de meningite mobiliza monitoramento clínico e ações preventivas.
