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UBATUBA: CETESB CONFIRMA MUDANÇA NO PONTO DE COLETA DO ITAGUÁ E DECISÃO GERA QUESTIONAMENTOS SOBRE TRECHO DO ACARAÚ

Companhia informou à reportagem que o novo mastro passou a ser a referência da amostragem, após pedido da prefeitura para deslocar a sinalização a área com mais banhistas

A mudança no dia 22, do local da bandeira de balneabilidade da CETESB na Praia do Itaguá, em Ubatuba, também alterou o ponto de coleta da água usado no monitoramento semanal. A confirmação foi feita à reportagem pela própria companhia, que informou que o mastro foi deslocado para uma área com maior frequência de banhistas, a pedido da Prefeitura de Ubatuba.

Com isso, o ponto antigo, mais próximo da desembocadura do Rio Acaraú e da área de embarque de escunas, deixou de ser a referência da coleta. Na prática, se muda o local do mastro, muda também o ponto usado para a análise da balneabilidade.

A alteração abriu questionamentos porque os dois trechos têm características diferentes. A imagem encaminhada à reportagem mostra que o ponto antigo e o novo estão separados por cerca de 240 metros, com mudança visível na faixa de sedimentos na maré baixa, em lados distintos do píer de concreto.

A principal crítica é que o deslocamento pode reduzir a atenção sobre a influência do Rio Acaraú na qualidade da água em um trecho ainda frequentado por turistas, especialmente na área antiga de embarque. Nesse cenário, quem vê a bandeira verde em um lado do píer pode supor que todo o trecho está nas mesmas condições.

A própria planilha de resultados de enterococos encaminhada à reportagem mostra dois pontos distintos de monitoramento no Itaguá: um na altura do nº 240 da Avenida Leovegildo Dias Vieira e outro na altura do nº 1676. Em um dos registros de março, o ponto do nº 1676 chegou a 860 UFC por 100 mililitros, enquanto o outro trecho apresentou resultados diferentes ao longo do período.

O caso reacende a discussão sobre a necessidade de um ponto exclusivo de monitoramento para o Acaraú, nos moldes do que já ocorre em locais com influência direta de rios, como o Rio Itamambuca, que aparece separado da praia na planilha da CETESB.

Diante disso, cresce a cobrança para que o tema seja discutido pelo Legislativo, com questionamentos formais à CETESB e à Prefeitura de Ubatuba sobre os critérios da mudança, as ações de saneamento no entorno do Rio Acaraú e a possibilidade de manutenção de um ponto específico de análise para o trecho antigo.

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