Durante coletiva, governador afirmou que eventuais descumprimentos do contrato serão punidos e citou a poluição carregada pelo Rio Tietê até Salto como exemplo dos impactos provocados pela falta de tratamento adequado.
Por Gabrielle Tricanico | CIDADES | ESTADO DE SÃO PAULO
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou, durante coletiva de imprensa, que o Governo de São Paulo cobrará com rigor o cumprimento das metas estabelecidas no contrato da Sabesp. Segundo ele, a previsão é que os 371 municípios atendidos pela companhia alcancem a universalização dos serviços de água e esgoto até 2029.
Tarcísio declarou que o contrato possui instrumentos regulatórios para fiscalizar a prestação dos serviços e aplicar punições em caso de descumprimento das obrigações assumidas pela empresa.
“Se a empresa descumprir o que está previsto no contrato, será punida. O contrato é forte, possui os instrumentos regulatórios necessários e vamos aplicar a fiscalização com rigor”, afirmou.
A declaração ocorre em meio à cobrança por investimentos capazes de ampliar o fornecimento de água tratada, a coleta de esgoto e o tratamento dos resíduos antes que sejam despejados nos rios. Para o governador, São Paulo precisa transformar sua capacidade econômica em resultados concretos para a população.
“Não dá para admitir que o estado mais rico da Federação tenha problemas severos de saneamento básico. Eu quero água e esgoto chegando para todo mundo”, declarou.
Tietê e Salto entram no alerta regional
Ao abordar os impactos da falta de saneamento, Tarcísio citou diretamente o Rio Tietê e as consequências enfrentadas por Salto, no interior paulista. A cidade recebe parte da poluição transportada pelo rio após períodos de chuva intensa.
Segundo o governador, a força das águas carrega uma grande quantidade de matéria orgânica e outros resíduos ao longo do curso do Tietê. O problema se torna mais visível em Salto, onde o acúmulo de poluição provoca espuma, mau cheiro e prejuízos ambientais.
“Não podemos ver, toda vez que ocorre uma chuva forte, aquela carga orgânica brutal chegando ao Tietê e as consequências disso lá na frente, em Salto, que recebe toda essa poluição”, afirmou.
A menção a Salto reforça que o saneamento não pode ser tratado apenas como uma questão municipal. O esgoto não coletado ou tratado em uma cidade pode seguir pelos rios e provocar impactos em diferentes pontos do estado, atingindo o meio ambiente, a saúde pública, o turismo e a qualidade de vida de outras populações.
Meta depende de fiscalização e investimentos
A universalização prevista para 2029 exigirá a ampliação das redes, novas ligações domiciliares, obras de tratamento e atenção especial às periferias, áreas rurais e comunidades que historicamente ficaram fora dos sistemas convencionais.
Além dos investimentos, o cumprimento da meta dependerá da atuação dos órgãos reguladores. A promessa de fiscalização rigorosa deverá ser acompanhada pela divulgação de indicadores por município, prazos de execução, volume de recursos aplicados e eventuais penalidades.
Para os moradores, a universalização precisa ser percebida na prática: água regular nas torneiras, coleta de esgoto nas residências e tratamento antes do lançamento nos rios.
Tarcísio afirmou que o Estado cumprirá sua parte e pretende transformar São Paulo em referência nacional. O compromisso anunciado estabelece 2029 como prazo para que os 371 municípios atendidos pela Sabesp alcancem a universalização do saneamento básico.
Até lá, o avanço das obras e o cumprimento das metas deverão permanecer sob acompanhamento da população, das prefeituras, das câmaras municipais e dos órgãos responsáveis pela regulação do contrato.
