Investigação aponta mais de 20 boletins de ocorrência e pagamentos de até R$ 15 mil por apartamentos que nunca foram entregues
A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira, 24, duas mulheres, mãe e filha, investigadas por aplicar golpes com a falsa venda de imóveis da CDHU em São Sebastião. A ação foi realizada por policiais do 2º Distrito Policial, com cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão.
Segundo as investigações, as duas atuavam em conjunto e se apresentavam às vítimas como pessoas com suposta influência junto à Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano. De acordo com a polícia, elas prometiam facilitar a aquisição de apartamentos populares mediante pagamento e usavam documentos falsificados para dar aparência de legalidade ao esquema.
Ainda conforme a apuração, uma ONG de habitação era usada como fachada para atrair e convencer as vítimas. Ao todo, mais de 20 boletins de ocorrência foram registrados no 2º Distrito Policial, todos com relatos semelhantes sobre a forma de atuação.
A Polícia Civil informou que várias vítimas fizeram pagamentos que variam entre R$ 4 mil e R$ 15 mil. Entre os valores citados na investigação estão quantias de R$ 6 mil e R$ 10 mil, sem que os imóveis prometidos fossem entregues.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos na casa das investigadas. O material será analisado no curso da investigação. As equipes também fizeram diligências no escritório usado pelas suspeitas e na sede da ONG ligada ao caso.
Segundo a polícia, uma das mulheres afirmou aos agentes que teria reunião marcada com prefeitos do Litoral Norte. Ela também se apresentava como pessoa ligada à CDHU e dizia já ter sido candidata a vereadora em Suzano, o que, conforme a investigação, ajudava a dar credibilidade às abordagens.
A Justiça determinou como medida cautelar a apreensão de bens das investigadas, incluindo um veículo VW T-Cross, além do bloqueio de um imóvel residencial. O objetivo, segundo a Polícia Civil, é garantir eventual ressarcimento às vítimas.
As duas mulheres permanecem presas e à disposição da Justiça. A Polícia Civil orienta que outras possíveis vítimas procurem o 2º Distrito Policial de São Sebastião, pois há indícios de que o número de pessoas lesadas possa ser maior.