Participantes cobraram explicações sobre habitação, fechamento de espaços de convivência e acesso a políticas públicas durante reunião realizada nesta terça-feira.
Representantes da população em situação de rua, movimentos sociais e integrantes do poder público participaram de mais uma reunião do Comitê Intersetorial da Política Municipal para a População em Situação de Rua (Comitê Pop Rua), em São Paulo. O encontro teve como foco o acompanhamento e a avaliação das ações voltadas a esse público na capital paulista.
Entre os principais temas debatidos esteve a política habitacional. Participantes questionaram os critérios de acesso à Vila Reencontro, programa municipal de moradia transitória, apontando que homens solteiros estariam sendo contemplados enquanto mães com filhos permanecem em abrigos temporários.
Representantes da prefeitura afirmam que não há dado oficial registrado sobre pessoas que não estejam em situação de vulnerabilidade ocupando o espaço.
Outra demanda apresentada durante a reunião foi a cobrança pela entrega de empreendimentos habitacionais anunciados anteriormente. Integrantes do comitê relataram preocupação com o atraso na disponibilização das unidades prometidas na região central da cidade para atendimento da população vulnerável.
A pauta também incluiu discussões sobre segurança alimentar e o fechamento de espaços de convivência utilizados pela população em situação de rua. Segundo os participantes, esses equipamentos desempenham papel importante no acolhimento, na oferta de serviços e no fortalecimento dos vínculos comunitários.
De acordo com dados apresentados durante o encontro, a cidade de São Paulo registra atualmente mais de 159 mil pessoas em situação de rua. As demandas levantadas deverão ser encaminhadas aos órgãos competentes e debatidas nas próximas reuniões do Comitê Pop Rua, responsável por construir, monitorar e avaliar a Política Municipal para a População em Situação de Rua no município
