Alta da commodity no exterior pressiona ativos internacionais, mas bolsa brasileira e câmbio reagem sustentados por ambiente político interno e projeções para 2026.
O cenário financeiro global opera sob forte volatilidade no início desta sessão devido à disparada nas cotações do petróleo. O barril do tipo Brent avançou mais de 5% no mercado internacional, ultrapassando a barreira dos US$ 105 por barril, impulsionado pela escalada de conflitos geopolíticos e por preocupações crescentes quanto ao desabastecimento nas cadeias globais de suprimentos. O movimento de alta generalizada no setor de energia amplia os receios de inflação persistente nas principais economias globais e pressiona os rendimentos dos títulos de dívida internacionais.
Em contrapartida ao clima de aversão ao risco no exterior, o mercado financeiro interno no Brasil demonstra resiliência e opera com viés de otimismo. Investidores locais direcionam a atenção para o quadro político-econômico, reagindo à divulgação de novas pesquisas eleitorais para o pleito de 2026 e ao desempenho favorável de grandes produtoras de commodities listadas na B3. A combinação do avanço nos papéis ligados ao setor petrolífero com a leitura do cenário eleitoral contribui para sustentação do Ibovespa e alívio na cotação do dólar em relação ao real.

