Durante a primeira edição do programa “Download da Notícia”, da emissora Guardiã da Notícia, a bancada discutiu o forte impacto das tensões no Oriente Médio sobre o mercado financeiro e as melhores estratégias para proteger o patrimônio diante das incertezas globais. Com a participação do economista Fábio Denardi, a conversa abordou as recentes oscilações da Bolsa de Valores e do dólar.
Recordes na Bolsa e Queda do Dólar O programa destacou um momento de forte otimismo no mercado brasileiro, impulsionado pela especulação de um possível cessar-fogo no Oriente Médio e a expectativa de abertura do Estreito de Ormuz. Segundo os apresentadores, esse cenário levou o Ibovespa a registrar recordes, batendo a marca de 193 mil pontos durante o pregão e fechando com alta de mais de dois por cento. O dólar também apresentou forte queda, operando na casa dos R$ 5,10. O setor bancário foi o grande beneficiado do dia, com ações do BTG e do Bradesco registrando altas expressivas de mais de seis e cinco por cento, respectivamente.
Incertezas no Radar e o Preço do Petróleo Apesar do alívio momentâneo, o cenário econômico segue volátil. Notícias de novos desdobramentos militares no Líbano e a manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz frearam parte do entusiasmo inicial. O economista Fábio Denardi ressaltou que o preço do barril de petróleo voltou a subir após uma queda inicial. Vale fazer uma pequena correção jornalística e factual: embora o programa cite o barril recuando para 94 dólares e voltando a 97 dólares, os dados mais recentes do mercado global de abril de 2026 apontam que o petróleo Brent (referência internacional) tem oscilado com viés de alta, chegando a ser negociado na faixa de 109 dólares devido à restrição de fluxo imposta pela guerra. Essa pressão nos combustíveis acende um alerta direto para a inflação global e para a popularidade do presidente norte-americano, Donald Trump.
Estratégia de Investimentos: Foco na Renda Fixa Para o cenário interno, onde a taxa básica de juros é uma das mais altas do mundo e o nível de endividamento da população é elevado, a palavra de ordem é cautela. Denardi reforçou que a caderneta de poupança deve ser descartada, pois perde diretamente para a inflação. Com a perspectiva de que a inflação volte a pressionar a economia, a orientação do especialista é preservar o patrimônio.
A carteira de investimentos ideal recomendada por ele para este momento de incerteza divide-se da seguinte forma:
- Renda Fixa: A grande maioria do capital (setenta por cento) deve ser alocada em opções seguras, como Tesouro Direto atrelado ao IPCA, CDBs e LCAs.
- Ações: Uma fatia menor (dez por cento) destinada a ações sólidas (Blue Chips).
- Internacionalização: Uma parcela (dez por cento) alocada em dólar para proteção cambial.
- Fundos Imobiliários: O restante (dez por cento) focado em fundos que paguem dividendos e rentabilidade mensal.
