NEVE NOS EUA DEIXA PAÍS EM ALERTA
ESSA SERIA A MAIOR NEVASCA EM 40 ANOS
Ao longo do fim de semana e ainda nesta segunda-feira, os Estados Unidos enfrentaram uma tempestade de inverno extraordinária — uma das maiores e mais amplas dos últimos anos — que afetou grande parte do país, desde o Sul até o Nordeste. O fenômeno, associado a uma forte massa de ar ártico e a um grande sistema de baixa pressão atmosférica, produziu queda enorme de neve, chuva congelante, gelo em estradas e temperaturas severamente baixas em dezenas de estados. 
Formação e trajetória da tempestade
O sistema começou a se organizar na sexta-feira, 23 de janeiro, no centro dos EUA, e ao longo do fim de semana se movimentou em direção ao leste e nordeste, intensificando a precipitação e as condições de frio extremo. Ele combinou neve pesada, sleet (chuva congelante) e chuva que instantaneamente formava gelo ao atingir o solo, o que o tornou especialmente perigoso. 
Impactos climáticos e meteorológicos
• Neve recorde: Em partes da Nova Inglaterra e do Nordeste, as acumulações de neve ultrapassaram os 50 cm (20 polegadas), e em alguns locais houve mais de 60 cm, níveis raros para esta época do ano. 
• Gelo severo em regiões imprevistas: Estados do sul como Mississippi, Tennessee e Georgia viram camada significativa de gelo nas estradas e árvores, causando quedas de energia e bloqueios. 
• Frio extremo: Temperaturas caíram para muito abaixo de 0 °C, com sensação térmica ainda mais baixa em áreas do Meio-Oeste e Sul. 
• Ventos fortes e deslocamento: Em algumas regiões costeiras, ventos intensos acompanharam a tempestade, aumentando a sensação de frio e dificultando a limpeza e circulação. 
Disrupções em transporte e infraestrutura
• Cortes de energia: Mais de 1 milhão de clientes ficaram sem eletricidade em vários estados, especialmente no sul e centro-leste, como Tennessee, Mississippi, Louisiana e Texas. A restauração tem sido demorada devido ao gelo acumulado em linhas de transmissão. 
• Caos aéreo: Houve cancelações e atrasos massivos de voos em praticamente todos os grandes aeroportos dos EUA — de Nova York a Dallas, Atlanta e Chicago. Dependendo da contagem oficial, entre 11 000 e quase 20 000 voos foram cancelados durante o fim de semana e hoje. 
• Rodovias perigosas e acidentes: O gelo e a neve transformaram estradas em armadilhas; vários trechos ficaram interditados e equipes de emergência trabalharam continuamente para liberar rotas principais. 
Estado de emergência e resposta oficial
Governadores de diversos estados (incluindo Texas, Louisiana, Mississippi, Tennessee, Virginia, New York, entre outros) declararam estado de emergência para mobilizar recursos e equipes de socorro, abrindo abrigos e agilizando apoio para populações vulneráveis.  O Serviço Meteorológico Nacional (NWS) manteve alertas por gelo, neve e frio extremo por todo o fim de semana e até hoje para regiões que ainda sentem os efeitos residuais. 
Vítimas e danos humanos
Infelizmente, a tempestade já está associada a várias mortes em diferentes estados, muitas delas ligadas à exposição ao frio extremo, acidentes de trânsito em condições perigosas ou incidentes relacionados ao gelo. Segundo contagens mais recentes, o número de vítimas confirmadas já passou de 20 mortos, com mais relatos chegando conforme as equipes percorrem áreas afetadas. 
Há ainda notícias de incidentes relacionados ao tempo, como um acidente aéreo em Bangor, Maine durante condições de neve, resultando em várias vítimas graves. 
Situação atual (segunda-feira, 26 de janeiro)
Mesmo com a tempestade perdendo força em algumas áreas, os efeitos continuam:
• Redes elétricas ainda comprometidas em muitas regiões, com equipes trabalhando na restauração. 
• Resíduos de neve e gelo nas estradas dificultam a circulação local. 
• Operações aéreas ainda com cancelamentos e atrasos, já que companhias e aeroportos tentam reorganizar voos e tripulações. 
• Serviços essenciais e socorro continuam mobilizados enquanto comunidades tentam voltar à normalidade.
EUROPA | FRANÇA
GOVERNO QUER PROIBIR REDES SOCIAIS PARA MENORES DE 15 ANOS
ACESSO INICIARIA EM SETEMBRO, COMEÇO DO ANO LETIVO
Nos últimos meses, a França tem sido um dos países mais debatidos na Europa sobre a regulação do uso de tecnologia e redes sociais pelos jovens — especialmente para adolescentes de até 15 anos. A discussão envolve não apenas a questão do uso de smartphones (celulares), mas também o acesso às redes sociais, com propostas legislativas que podem marcar uma mudança significativa nas políticas de proteção digital e educação no país. 
O que exatamente está sendo proposto?
O governo francês, apoiado pelo presidente Emmanuel Macron, está promovendo um projeto de lei que inclui duas medidas principais:
1. Proibição de acesso às redes sociais para menores de 15 anos — segundo o texto da proposta, plataformas digitais como Facebook, Snapchat, TikTok e outras não poderiam oferecer serviços de rede social a usuários com menos de 15 anos. Essa medida está prevista para entrar em vigor no início do ano letivo de setembro de 2026. 
2. Restrição do uso de celulares nas escolas, inclusive para adolescentes nessa faixa de idade, com foco particular no ensino médio (lycées, que vão até cerca de 18 anos). Embora a proibição de dispositivos nas escolas já exista para crianças mais novas (até 15 anos), a proposta visa endurecer e ampliar essas regras, reduzindo fortemente a presença de smartphones nos ambientes educacionais. 
Essas iniciativas fazem parte de um esforço mais amplo do governo francês para reduzir a exposição excessiva das crianças e adolescentes às telas digitais, que autoridades e especialistas associam a problemas como depressão, ansiedade, ciberbullying, distúrbios do sono e queda no desempenho escolar. 
Razões e argumentos por trás da proposta
O governo francês e seus defensores afirmam que:
• O uso intensivo de celulares e redes sociais tem um impacto negativo significativo na saúde mental e no bem-estar dos adolescentes, que passam muitas horas conectados por dia. 
• Redes sociais expõem jovens a conteúdos inapropriados e a formas de assédio online, dificultando o desenvolvimento saudável. 
• A proibição ajudaria a melhorar a concentração na escola, diminuir distrações e promover relações sociais mais diretas entre os estudantes. 
O presidente Macron chegou a dizer que não quer que “o cérebro das nossas crianças e adolescentes esteja à venda” para grandes plataformas digitais, destacando que a sociedade deve proteger os mais jovens das estratégias de manipulação e algoritmos que capturam a atenção dos usuários. 
O debate público e as críticas
A proposta, embora tenha amplo apoio em setores da política e da opinião pública, também enfrenta críticas e questionamentos:
• Liberdade individual: Alguns críticos afirmam que proibir o acesso a celulares e redes sociais pode ser uma intervenção excessiva do Estado na liberdade pessoal dos adolescentes.
• Implementação prática: Há dúvidas sobre como tais proibições seriam fiscalizadas e aplicadas, especialmente fora do ambiente escolar.
• Eficácia real: Outros especialistas questionam se essas medidas realmente resolveriam os problemas que pretendem enfrentar ou se apenas deslocariam o uso de tecnologia para ambientes não regulados.
Além disso, há debates sobre se a legislação deve incluir exceções para situações específicas (como emergências médicas, educação digital ou uso pedagógico supervisionado), e como equilibrar proteção com autonomia à medida que os jovens crescem.
Contexto internacional
A iniciativa francesa ocorre em um momento em que outros países também estão ponderando ou implementando restrições semelhantes. Por exemplo, a Austrália impôs recentemente uma proibição do uso de redes sociais para menores de 16 anos, e diversas nações europeias discutem regras para limitar o tempo de tela de crianças e adolescentes.
REDE FAMOSA DE TRENS NA FRANÇA CAUSA POLÊMICA
VAGÃO PREMIUM PROÍBE ACESSO DE CRIANÇAS
A SNCF, empresa estatal responsável pela rede ferroviária da França e operadora dos famosos trens de alta velocidade TGV (Train à Grande Vitesse), lançou um novo vagão premium que promete elevar o nível de conforto e tranquilidade nas viagens ferroviárias. A novidade, no entanto, chamou atenção não apenas pelo luxo e pelos serviços diferenciados, mas também por uma regra polêmica: a proibição da presença de crianças em determinados trajetos e horários.
O vagão premium foi concebido para oferecer uma experiência mais silenciosa e exclusiva. Entre os diferenciais estão assentos mais largos, maior espaço entre as poltronas, iluminação ajustável, ambiente com controle acústico e serviços personalizados. A proposta é atender passageiros que desejam trabalhar, descansar ou simplesmente viajar em um espaço livre de ruídos e interrupções, especialmente em rotas muito movimentadas, como Paris–Lyon e Paris–Marselha.
Para garantir esse clima de tranquilidade, a SNCF estabeleceu que crianças pequenas não podem ocupar o vagão premium, regra que vale principalmente para menores de determinada idade, dependendo da linha e do horário. Segundo a empresa, a medida busca responder à demanda de passageiros que procuram um ambiente calmo, semelhante a um “espaço silencioso” sobre trilhos, inspirado em serviços executivos já comuns em outros países.
Além do conforto, o vagão premium inclui benefícios exclusivos, como maior flexibilidade para alteração de bilhetes, embarque facilitado nas estações, atendimento prioritário e, em alguns casos, serviço de alimentação diferenciado. O preço das passagens é mais elevado, refletindo a proposta de oferecer uma experiência próxima à de uma classe executiva aérea, mas com menor impacto ambiental.
A decisão de vetar crianças gerou forte debate na França. Enquanto parte dos usuários defende a iniciativa como uma forma legítima de segmentar serviços e melhorar a qualidade da viagem, críticos afirmam que a medida pode ser vista como discriminatória e contrária ao princípio de que o transporte ferroviário deve ser inclusivo e acessível a todos. Especialistas também questionam até que ponto a busca por silêncio justifica restrições etárias em um serviço público.
Em resposta às críticas, a SNCF argumenta que a criação do vagão premium não elimina as demais classes, onde famílias continuam sendo plenamente bem-vindas, e que a segmentação ajuda a financiar melhorias no sistema como um todo. Para a empresa, oferecer opções distintas de viagem é uma forma de atender perfis variados de passageiros sem comprometer o acesso ao transporte.
Com essa iniciativa, a rede ferroviária francesa reforça uma tendência global de personalização da experiência a bordo, ao mesmo tempo em que levanta discussões importantes sobre conforto, convivência e igualdade nos espaços públicos. O vagão premium, livre de crianças, simboliza um novo capítulo na forma como os trens de alta velocidade buscam se adaptar às exigências de um público cada vez mais diverso e exigente.
PLATAFORMA DE PETRÓLEO TOMBA NO ALASCA
INCIDENTE ACONTECEU EM UMA VIA DE GELO
No fim de semana, uma grande plataforma de perfuração terrestre conhecida como Doyon 26 tombou enquanto era transportada na região do Alaska North Slope, no extremo norte do estado americano do Alasca. A estrutura, considerada a maior sonda de perfuração terrestre da América do Norte, virou de lado fora da estrada durante o transporte, e há relatos de possíveis vazamentos de diesel e fluidos industriais na tundra — embora não haja confirmação de derramamento de petróleo em grande escala até o momento.
Autoridades ambientais e a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) estão investigando as causas do acidente e avaliando os riscos à vegetação e à fauna locais. Não foram relatadas ferimentos graves entre trabalhadores no incidente.
ÁSIA | GENERAL CHINÊS ESTÁ SENDO ACUSADO DE VENDER SEGREDOS NUCLEARES AOS EUA
GENERAL É UM DOS ALIADOS MAIS PRÓXIMOS DO PRESIDENTE XI JINPING
O general Zhang Youxia, um dos oficiais militares mais poderosos e influentes da China e vice-presidente da Comissão Militar Central — o principal órgão de comando das Forças Armadas sob o presidente Xi Jinping — está sob investigação por acusações graves, incluindo o suposto vazamento de dados sensíveis sobre o programa de armas nucleares da China aos Estados Unidos. 
Segundo relatos de veículos internacionais, incluindo o Wall Street Journal, participantes de uma reunião interna de alto nível afirmaram que Zhang, de 75 anos, teria transmitido informações técnicas estratégicas — consideradas parte dos segredos mais protegidos do programa nuclear chinês — a contrapartes americanas. As acusações também envolvem aceitação de grandes subornos em troca de promoções dentro das Forças Armadas, abuso de autoridade e formação de redes de influência que poderiam desafiar a disciplina do Partido Comunista Chinês. 
A divulgação dessas suspeitas ocorreu pouco antes do Ministério da Defesa da China anunciar formalmente a investigação contra Zhang por “violação grave de disciplina e da lei”, sem especificar publicamente os detalhes dos supostos crimes. 
Zhang foi, por muitos anos, considerado um aliado próximo de Xi Jinping, ocupando uma das posições mais altas nas Forças Armadas. Sua queda representa uma reviravolta dramática no alto comando militar e ocorre em meio a uma ampla campanha de combate à corrupção e reestruturação interna promovida por Xi nos últimos anos — uma das maiores desde o início de seu governo. 
Autoridades chinesas também estão investigando outros oficiais ligados a Zhang, e a crise tem sido vista por analistas como parte de uma tentativa de Xi reforçar seu controle político sobre o Exército Popular de Libertação, além de lidar com potenciais falhas de segurança em um momento de grandes tensões geopolíticas. 
Apesar das alegações amplamente divulgadas pela imprensa internacional, o governo chinês ainda não confirmou formalmente que houve vazamento de segredos nucleares para os Estados Unidos nem divulgou provas públicas dessa transferência de informações.
