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MOVIMENTO JUSTIÇA POR ELAS: SOCIEDADE CIVIL SE UNE PARA EXIGIR EFICÁCIA DAS LEIS CONTRA O FEMINICÍDIO

No programa Download da Notícia, o apresentador Fredy Junior conversou com Camila Cabral, presidente da Associação Força e União das Mulheres (FUN) e idealizadora do movimento Justiça por Elas. A pauta central foi o lançamento da iniciativa, que busca frear a escalada da violência de gênero e mobilizar tanto mulheres quanto homens para romper o ciclo de abusos no Brasil.

O ALARMANTE CENÁRIO NACIONAL

Durante a entrevista, Camila Cabral chamou a atenção para a crescente onda de violência contra a mulher. Segundo os dados levantados por ela, o Brasil registrou 1.492 vítimas de feminicídio em 2024, número que saltou para 1.568 em 2025. A ativista classificou o cenário atual como um verdadeiro “massacre” e alertou para a banalização da violência, muitas vezes incentivada nas redes sociais.

O CASO MARIANE E A TRANSFORMAÇÃO DA DOR

O estopim para a força do movimento foi o trágico caso da jovem Mariane, de 27 anos, assassinada pelo companheiro, Bruno, no dia 17 de fevereiro, na casa de seus pais. Durante o crime, a mãe da vítima, Marisa Nascimento Lima Alves, foi atingida de raspão no rosto pelo disparo que tirou a vida da filha.

Buscando ressignificar essa perda irreparável, Marisa aceitou o convite para ser a embaixadora oficial do movimento Justiça por Elas. Camila também prestou solidariedade pública ao pai de Mariane, Maurício, conhecido sapateiro da região do ABC (Pauliceia, Diadema e São Bernardo do Campo), reforçando que nem a família e nem a vítima têm qualquer culpa sobre o ocorrido.

OBJETIVOS DO MOVIMENTO E AÇÃO EM BRASÍLIA

O movimento Justiça por Elas vai além da conscientização. O objetivo principal é a elaboração de um abaixo-assinado para cobrar o Congresso Nacional:

  • Meta de Assinaturas: Alcançar 100 mil assinaturas para levar a petição até Brasília. Apenas nos quatro primeiros dias, a campanha já reuniu 2.500 adesões.
  • Eficácia Prática das Leis: A principal reivindicação não é a criação de novas leis, mas a aplicação rigorosa das que já existem. O grupo exige, por exemplo, que agressores com medida protetiva expedida saiam imediatamente do fórum ou delegacia com o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.

ROMPENDO CICLOS E ENVOLVENDO HOMENS

A presidente da FUN destacou que o combate ao machismo e à violência doméstica (seja ela física, verbal, psicológica ou patrimonial) não deve ser uma luta isolada das mulheres.

  • Fim da Omissão: O velho ditado de que “em briga de marido e mulher não se mete a colher” precisa ser abandonado. A sociedade deve intervir e denunciar.
  • Rede de Apoio para Homens: Camila orientou que homens com comportamentos violentos ou falas machistas busquem rodas de conversa e apoio psicológico para reconhecerem e alterarem suas atitudes antes que se transformem em agressões físicas.
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