Bloqueio no Estreito de Ormuz eleva o barril em 9% e ameaça o ciclo de cortes na taxa Selic no Brasil; economista recomenda cautela e investimentos em renda fixa.
O recrudescimento das tensões no Oriente Médio fez o preço do barril de petróleo disparar 9%, ultrapassando os US$ 83, após os Estados Unidos bloquearem portos iranianos e o Estreito de Ormuz. A crise internacional, agravada pela proposta de Donald Trump de taxar em 20% os navios que cruzam a região, gerou alertas no Federal Reserve (Fed) sobre um repique inflacionário, sinalizando um possível aumento na taxa de juros americana já na reunião de julho. No Brasil, o cenário de aversão ao risco ofuscou os dados positivos do Boletim Focus — que havia reduzido a projeção do IPCA de 5,30% para 5,16% — e fez o Ibovespa recuar 1,20%, enquanto o dólar subiu para R$ 5,13. Diante da incerteza se o Banco Central conseguirá manter o ciclo de cortes da Selic em agosto, o economista Fábio Denard recomenda cautela aos investidores e aponta a renda fixa e as ações do setor de óleo e gás como as opções mais seguras para o momento.
