O mês de maio começou com apreensão no mercado financeiro nacional. Os reflexos diretos do agravamento dos conflitos no Oriente Médio, com relatos de ataques a embarcações e instalações petrolíferas no Estreito de Ormuz, fizeram a bolsa de valores brasileira abrir o mês com uma queda de zero vírgula noventa e dois por cento. O preço do barril de petróleo disparou, atingindo o pico de cento e dezessete dólares, embora já apresente leve recuo para a casa dos cento e doze dólares. Somado a esse cenário externo tenso, o boletim Focus apontou uma nova alta na projeção da inflação brasileira, elevando a preocupação geral dos investidores.
Durante o quadro econômico, o especialista Ricardo Abílio analisou os impactos dessa volatilidade na economia interna. Segundo ele, as incertezas internacionais e o aumento inflacionário diminuem drasticamente as expectativas de um novo corte na taxa básica de juros na próxima reunião do Banco Central, marcada para o dia 17 de julho. Apesar do dólar apresentar certa resistência e estabilidade após cair para a faixa de quatro reais e noventa e quatro centavos, o cenário econômico do ano de 2026 exige prudência. Como recomendação para o atual momento, o especialista indicou que a melhor alternativa de investimento segue sendo a renda fixa atrelada à inflação. Ele também destacou que a injeção de capital promovida por programas de renegociação de dívidas do governo pode trazer um respiro à economia interna caso o conflito internacional perca força e se estabilize rapidamente.
