Bloqueio no Estreito de Ormuz faz barril atingir US$ 90, enquanto início de tarifas americanas e cenário eleitoral mantêm investidores em alerta.
O mercado financeiro global opera sob tensão devido ao agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã, que bloqueou o Estreito de Ormuz e reduziu drasticamente o trânsito de embarcações petroleiras. Com a escalada dos ataques, o preço do barril de petróleo alcançou a marca de US$ 90, o que impulsionou as ações da Petrobras e favoreceu o real, fazendo o dólar recuar 0,49% e fechar cotado a R$ 5,08. Contudo, a Bolsa brasileira registrou queda de 0,20%, pressionada pelo recuo da Vale, que está prestes a divulgar seu relatório de produção e vendas.
A alta persistente do petróleo acende o alerta para o risco de uma inflação global, o que pode forçar bancos centrais a elevarem suas taxas de juros. No Brasil, a expectativa do mercado gira em torno das próximas sinalizações do Banco Central sobre o futuro da taxa Selic, com atenções voltadas para um evento da corretora XP nesta sexta-feira.
Além da crise internacional, o mercado lida com o início do “tarifaço” de 25% imposto pelos Estados Unidos a diversos produtos brasileiros, medida que prejudica diretamente os exportadores nacionais. No cenário doméstico, os investidores também refletem apreensão fiscal atrelada ao crescimento da dívida pública e às recentes pesquisas eleitorais que mostram a liderança do atual presidente Lula. Em contraste com a tensão no ocidente, as bolsas na Ásia e na Europa apresentaram forte alta, impulsionadas pelo otimismo em torno das gigantes de tecnologia e inteligência artificial, como a Samsung.
