GROENLÂNDIA RECEBE REFORÇO MILITAR DE SEIS PAÍSES EUROPEUS
RÚSSIA REPUDIA ENVIO DE TROPAS DA OTAN
O envio de mais tropas europeias à Groenlândia representa um recado político direto a Donald Trump. Militares do Reino Unido, França, Alemanha, Noruega, Holanda e Suécia — todos membros da Otan — uniram-se à Dinamarca para reforçar a proteção da maior ilha do mundo, território semi-autônomo e rico em minerais, que está na mira dos Estados Unidos.
Trump defende o controle da Groenlândia por razões de segurança nacional, alegando que os países europeus não levam a sério o risco de avanços da Rússia e da China. Em resposta, o presidente francês Emmanuel Macron afirmou nesta quinta-feira (15) que a Groenlândia pertence à União Europeia e alertou que “a História não perdoa o despreparo nem a fraqueza”.
A Otan enfrenta um momento inédito, com aliados em alerta diante da possibilidade de tensões envolvendo membros da própria aliança. Segundo o professor Marc Jacobsen, da Royal Danish Defence College, Dinamarca e Groenlândia deixaram claro que não há espaço para discutir invasão de território. Para ele, o reforço militar é uma estratégia de comunicação direcionada aos Estados Unidos.
A Casa Branca informou que as negociações com a Dinamarca continuam e afirmou que a presença de tropas europeias não altera a posição de Trump.
A Rússia reagiu dizendo estar seriamente preocupada com o aumento da presença militar da Otan no Ártico. Moscou acusou a aliança de promover uma mobilização acelerada com o objetivo de conter a Rússia e a China. Em comunicado, a embaixada russa na Bélgica afirmou que a Otan amplia sua atuação na região sob o “falso pretexto” de ameaças de Moscou e Pequim.
A declaração ocorre após Dinamarca e Groenlândia anunciarem o reforço militar na ilha e no Ártico em coordenação com outros países da Otan. Os primeiros soldados dinamarqueses chegaram à Groenlândia nesta madrugada. O governo russo afirmou ainda que nem a Rússia nem a China têm planos de ocupar o território.
PRIMEIRA-MINISTRA DO JAPÃO ESTUDA DISSOLVER O PARLAMENTO
AÇÃO BUSCA AMPLIAR APOIO POLITICO
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, está considerando dissolver o Parlamento para convocar eleições gerais antecipadas, em uma decisão que pode ocorrer no início da próxima sessão legislativa, marcada para 23 de janeiro de 2026. 
Takaichi — que se tornou a primeira mulher a liderar o governo japonês em outubro de 2025 — avalia o uso desse instrumento constitucional como forma de reforçar o apoio ao seu governo e consolidar a maioria parlamentar, atualmente estreita e dificultando a aprovação de sua agenda política. 
Fontes informam que, se o Parlamento for dissolvido nesse período, a eleição antecipada pode ser marcada para o dia 8 de fevereiro de 2026, com outra opção considerada sendo 15 de fevereiro. 
A iniciativa de Takaichi ocorre em um contexto de alta popularidade pessoal — com sua aprovação em torno de 70% — e da necessidade de obter respaldo público para seus planos de gasto fiscal, reformas econômicas e políticas de defesa. 
O governo ainda não fez um anúncio oficial sobre a data, mas parlamentares e partidos já se movimentam diante da perspectiva de uma campanha eleitoral que pode começar ainda em janeiro, caso o Parlamento seja formalmente dissolvido.
EX-PRESIDENTE DA COREIA DO SUL É CONDENADO
SENTENÇA FINAL É DE CINCO ANOS DE PRISÃO
O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol foi nesta sexta-feira condenado a cinco anos de prisão pelo Tribunal Distrital Central de Seul. A decisão está relacionada ao seu pedido controverso de impor lei marcial em dezembro de 2024 e aos atos que seguiram essa tentativa. 
O tribunal considerou Yoon culpado por obstrução da justiça, uso irregular da segurança presidencial para impedir sua prisão, falsificação de documentos oficiais e violação de procedimentos legais exigidos para decretar lei marcial. O juiz afirmou que o ex-presidente abusou de seu poder e manipulou instituições estatais para proteger-se. 
O caso refere-se ao episódio de 3 de dezembro de 2024, quando Yoon declarou lei marcial em meio a impasses políticos e crises internas — medida que durou apenas algumas horas e foi revogada pelo Parlamento. Depois disso, Yoon foi impeached (afastado) e removido do cargo em abril de 2025. 
Yoon mostrou pouca reação durante a leitura da sentença e seu advogado anunciou que pretende recorrer da decisão, alegando viés político no julgamento. 
Esta é a primeira condenação judicial resultante da série de processos que Yoon enfrenta. Além desse caso, ele ainda responde a outros vários julgamentos, incluindo um processo principal em que os promotores buscam pena de morte ou prisão perpétua por acusações de insurreição ligadas à tentativa de lei marcial — pena rara na Coreia do Sul, que tem um moratório sobre execuções desde 1997. 
A condenação de Yoon marca mais um capítulo na história recente da Coreia do Sul, onde vários ex-presidentes já foram processados e condenados por crimes relacionados ao abuso de poder e corrupção após deixarem o cargo.
200 MIL SOLDADOS UCRANIANOS ESTÃO DESAPARECIDOS
PRINCIPAL SUSPEITA É DE ABANDONO AS FUNÇÕES MILITARES
O novo ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, anunciou em janeiro de 2026 que aproximadamente 200 000 militares ucranianos estão listados como AWOL (“absent without official leave”, ou ausentes sem autorização) — um termo militar usado para indicar soldados que deixaram seus postos sem permissão oficial. Isso não significa necessariamente que todos estejam mortos ou presos, mas sim que estão desaparecidos das suas unidades e não foram oficialmente apresentados ou reincorporados. 
Fedorov revelou esses números ao Parlamento ucraniano no contexto da sua nomeação, destacando que a crise de pessoal no exército é grave e representa um desafio para a defesa do país diante da invasão russa, que já dura quase quatro anos. 
Além dos cerca de 200 000 soldados AWOL, o ministro também afirmou que cerca de 2 milhões de ucranianos estão sendo procurados pelas autoridades por estarem evitando a mobilização militar obrigatória sob a lei marcial vigente.
FETO MORTO É ENCONTRADO NO BANHEIRO EM LISBOA
‘MÃE’ TENTOU DESFAZER-SE DO CORPO PELA PRIVADA
Uma mulher de 33 anos deu à luz um bebé já sem vida na casa de banho do Hospital CUF Tejo, em Lisboa, na madrugada de 16 de janeiro de 2026. Admitida na noite anterior com dores nas costas, ela não informou os médicos sobre a gravidez, que tanto ela quanto o companheiro afirmaram desconhecer.
Durante a madrugada, a mulher deu à luz sozinha um feto de cerca de 30 semanas e tentou descartá-lo na sanita. O corpo foi encontrado no vaso sanitário por uma médica e uma enfermeira, com o cordão umbilical cortado.
O caso foi comunicado à Polícia Judiciária de Lisboa, que investiga as circunstâncias. A mulher foi transferida para a Maternidade Alfredo da Costa, onde permanece sob vigilância.
As causas do parto e da morte do bebé ainda não foram oficialmente apuradas, e o caso segue sob investigação criminal.
TURISTA NÃO EUROPEUS PAGARÃO 45% MAIS CARO PARA VISITAR O MUSEU DO LOUVRE
TARIFA É DE 32 EUROS (CERCA DE R$200)
O Museu do Louvre, em Paris, aumentou o preço dos ingressos para visitantes de fora da União Europeia e do Espaço Económico Europeu. Desde 14 de janeiro de 2026, o bilhete passou de €22 para €32, alta de 45%, visando gerar entre €15 e €20 milhões por ano para melhorias na infraestrutura, segurança e modernização do museu.
O aumento gerou críticas de turistas, que consideram a tarifa injusta, enquanto defensores afirmam que os recursos ajudarão a combater superlotação e a renovar o espaço.
O Louvre também prepara o projeto de expansão “Nouvelle Renaissance”, que inclui uma nova entrada mais eficiente, uma galeria dedicada à Mona Lisa e melhorias na circulação de visitantes e preservação das obras. Uma competição internacional de arquitetura escolherá o desenho da expansão, que pretende permitir o recebimento de até 12 milhões de visitantes por ano.
PORTUGAL VAI AS URNAS NESTE FIM DE SEMANA
CORRIDA PRESIDENCIAL TEM CANDIDATO DA DIREITA COM LEVE VANTAGEM
As eleições presidenciais em Portugal serão realizadas em 18 de janeiro de 2026 para eleger o Presidente da República para o mandato 2026–2031, já que o atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, não pode concorrer a um terceiro mandato consecutivo.
Caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos válidos, haverá uma segunda volta em 8 de fevereiro de 2026 entre os dois mais votados. A presidência é principalmente cerimonial, mas possui poderes como dissolver o Parlamento, vetar leis ou convocar eleições antecipadas.
Os principais candidatos são Luís Marques Mendes (PSD), António José Seguro (PS), André Ventura (Chega), João Cotrim de Figueiredo (Iniciativa Liberal) e o independente Henrique Gouveia e Melo.
