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Guardiã da Justiça: Combate à Violência Digital Contra Mulheres: Delegada Dá Dicas de Como Denunciar

A internet não é terra sem lei. No programa “A Guardiã da Justiça”, a delegada Lívia Saporito explica quais os crimes mais comuns, como fazer a coleta correta de provas e a importância das delegacias online e físicas.

O programa Direito da Mulher, parte da grade A Guardiã da Justiça na rádio Guardiã da Notícia, trouxe um debate fundamental sobre a escalada da violência digital contra mulheres. Em entrevista à apresentadora Joiane Anunciação, a delegada Lívia Saporito, da 1ª Seccional de Taboão da Serra, explicou que a sensação de impunidade e a distância física não impedem a ação da lei. Os crimes mais registrados são stalking (perseguição por redes sociais), ameaças, difamação, divulgação de fotos íntimas sem consentimento e até montagens feitas com Inteligência Artificial.

O maior desafio para as vítimas e para a polícia, segundo a delegada, é a colheita de provas. A orientação principal é nunca apagar mensagens, prints e links das ameaças. Para evitar o arquivamento das denúncias e fortalecer o inquérito, a Dra. Lívia destacou uma estratégia que vai além dos simples “prints” no celular: a elaboração de uma ata notarial. A vítima pode comparecer a um cartório e abrir a rede social na presença de um tabelião, que irá registrar e dar fé pública a tudo o que presenciar (como xingamentos e ameaças publicadas), transformando esse documento em uma “prova plena” perante a Justiça.

Outro ponto abordado foi a eficiência da Delegacia Eletrônica, expandida durante a pandemia para registrar uma gama maior de delitos, como estelionato, perseguição e ameaças, incluindo os encaminhados para a DDM Online. A delegada alertou, no entanto, que o boletim virtual é apenas o primeiro passo: é imprescindível que a mulher compareça à delegacia física (dentro do prazo legal de seis meses a um ano, a depender do crime) para formalizar a representação, apresentar as provas e testemunhas, para que a investigação tenha continuidade. Por fim, a Dra. Lívia recomendou cuidado com o excesso de exposição da vida pessoal e ressaltou a importância de buscar apoio psicológico para conseguir romper o ciclo de violência e dependência emocional.

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