FRANÇA ABRIRÁ CONSULADO NA GROENLÂNDIA
PRESSÃO DOS EUA LEVOU A FRANÇA AGIR RAPIDAMENTE NA REGIÃO
A França iniciará, em fevereiro, as etapas para instalar um consulado-geral na Groenlândia, com abertura prevista antes de julho, anunciou a chancelaria na segunda-feira (12).
A iniciativa busca reforçar o apoio francês ao território autônomo do Reino da Dinamarca em um contexto geopolítico sensível, marcado pelo crescente interesse dos Estados Unidos na relevância científica e nos recursos naturais da ilha.
O consulado foi prometido pelo presidente Emmanuel Macron durante visita à Groenlândia em junho de 2025. Apesar de apenas seis franceses residirem oficialmente no território, a representação terá competências ampliadas: dará suporte a cerca de 30 pesquisadores franceses que realizam expedições anuais, fortalecerá a cooperação com autoridades locais e orientará empresas interessadas em investir na região.
Entre as áreas de interesse estão a exploração mineral, energia hidrelétrica e projetos sustentáveis, além de pesquisas ambientais e estudos sobre mudanças climáticas. A Groenlândia é considerada estratégica por concentrar até 36 milhões de toneladas de terras raras e cerca de 31 bilhões de barris de petróleo não explorados, segundo o US Geological Survey.
REGIÃO É ‘VITAL’ PARA A CONSTRUÇÃO DO DOMO DE OURO
PARA TRUMP, RÚSSIA E CHINA ESTÃO INTERESSADOS NA REGIÃO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta quarta-feira (14) uma mensagem pressionando a Otan a apoiar seu plano de anexar a Groenlândia aos EUA. Desde o início de seu segundo mandato, há um ano, Trump defende a incorporação da ilha, território autônomo da Dinamarca, alegando que ela é “vital” para o Domo de Ouro, sistema antimísseis que pretende construir.
Em sua declaração, Trump afirmou que a Groenlândia é essencial para a segurança nacional americana e sugeriu que a Otan lidere o processo de anexação, argumentando que, sem isso, Rússia ou China poderiam assumir influência sobre a região. O presidente também criticou os aliados, dizendo que a Otan não teria força militar suficiente sem o poder dos Estados Unidos e que a organização seria mais eficaz com a Groenlândia sob controle americano.
Na semana passada, a Casa Branca informou que Trump avalia fazer uma oferta para comprar a Groenlândia, mas não descarta o uso da força para assumir o controle da ilha.
PRIMEIRA EXECUÇÃO NO IRÃ ACONTECERÁ NESTA QUARTA-FEIRA
JOVEM TEM 26 ANOS E ESTAVA NOS MOVIMENTOS ANTIGOVERNO
O Irã agendou para esta quarta-feira (14) a primeira execução de um manifestante ligado aos protestos antigoverno. Erfran Soltani, de 26 anos, foi condenado à morte por enforcamento após ser preso na última quinta-feira, em casa, por envolvimento nas manifestações contra o regime dos aiatolás.
Segundo a família, Soltani não teve acesso a um advogado e só pôde receber uma visita de 10 minutos. O governo iraniano informou que tribunais especializados foram designados para julgar casos relacionados aos protestos e afirmou que a sentença é definitiva, sem possibilidade de recurso.
PROTESTOS DOS AGRICULTORES CONTINUAM NA FRANÇA
CERCA DE 400 PESSOAS PROTESTARAM EM FRENTE A ASSEMBLEIA NACIONAL
Centenas de tratores foram estacionados nesta terça-feira (13) em frente à Assembleia Nacional, em Paris, em mais um protesto de agricultores mobilizados desde o início de dezembro em toda a França. O principal foco é a oposição ao acordo UE-Mercosul, cuja assinatura está prevista para sábado (17), além de reivindicações por melhores condições de trabalho.
Os tratores, vindos sobretudo dos arredores de Paris e do norte do país, chegaram ainda de madrugada e ocuparam áreas próximas à Assembleia e às margens do rio Sena. A polícia, que autorizou o ato, registrou cerca de 400 manifestantes e 353 tratores, enquanto os organizadores estimam mais de 500 tratores e 800 agricultores.
Os manifestantes afirmam que o acordo UE-Mercosul pode prejudicar a agricultura europeia ao permitir a entrada de produtos mais baratos, como carne bovina, açúcar e aves, que nem sempre seguiriam as normas da União Europeia.
Diante da pressão, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu prometeu apresentar uma lei de “urgência agrícola”, mas não comentou diretamente o tratado.
Os protestos seguem em outras regiões do país, com bloqueios de rodovias. Na semana passada, agricultores da Coordenação Rural também levaram tratores a Paris, intensificando a mobilização do setor.
