Alcides Bernal, de 60 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira (13) após apresentar um mal-estar na unidade prisional. A causa da morte ainda não foi divulgada oficialmente.
Por Gabrielle Tricanico | Brasil | Campo Grande (MS)
O ex-prefeito de Campo Grande (MS), Alcides Bernal, morreu na madrugada desta segunda-feira (13), aos 60 anos, após passar mal enquanto estava custodiado no Presídio Militar de Mato Grosso do Sul. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande, mas não resistiu.
De acordo com as informações preliminares, Bernal apresentou um quadro de mal-estar logo após ser submetido a um procedimento cardíaco dentro da unidade prisional. A causa oficial da morte ainda não foi divulgada pelas autoridades, que devem aguardar os exames periciais para esclarecer as circunstâncias do óbito.
O ex-prefeito estava preso desde 24 de março, acusado de matar o servidor público Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. Segundo a investigação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, o crime teria ocorrido durante uma disputa envolvendo a posse de um imóvel.
Na ocasião da prisão, Bernal foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, com base no artigo 121, § 2º, inciso IV, do Código Penal, que prevê a qualificadora quando o crime é praticado mediante recurso que dificulte ou impossibilite a defesa da vítima. O processo seguia em tramitação e ainda não havia julgamento definitivo.
A defesa do ex-prefeito ainda não se manifestou oficialmente sobre a morte. As autoridades também não informaram se será instaurado procedimento para apurar as circunstâncias do atendimento médico prestado ao detento antes de sua transferência ao hospital.
Alcides Bernal ganhou projeção política ao ser eleito prefeito de Campo Grande e teve uma trajetória marcada por disputas judiciais e políticas que repercutiram nacionalmente. Sua morte encerra um dos casos de maior repercussão recente da política sul-mato-grossense, enquanto a investigação sobre o homicídio do qual era acusado permanece sob responsabilidade da Justiça.
Análise – Gabrielle Tricanico
A morte de Alcides Bernal não encerra apenas uma trajetória política controversa, mas também levanta questionamentos sobre os protocolos de atendimento médico em unidades prisionais e sobre a condução de casos de grande repercussão envolvendo agentes públicos. Até que haja confirmação oficial da causa do óbito, qualquer hipótese deve ser tratada com cautela. O episódio tende a ampliar o debate sobre a custódia de presos, assistência à saúde no sistema prisional e os desdobramentos jurídicos que permanecem em aberto.
