Vítima gravou o momento em que mulher proferiu xingamentos e admitiu o crime de racismo após discussão política; MP-SP requisitou instauração de inquérito via Gecradi.
Um jovem estudante de 24 anos, identificado como Márcio Ferreira, foi vítima de ofensas homofóbicas e injúria racial na noite de domingo (18) na Estação Vila Sônia da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo. Registros em vídeo gravados pela própria vítima mostram a agressora alterada, admitindo abertamente ter chamado o rapaz de “preto de bosta” e proferindo novos xingamentos na área de embarque do terminal.
O caso ocorreu por volta das 20h, quando passageiros retornavam de uma manifestação política ocorrida na Avenida Paulista. De acordo com o relato do estudante, o desentendimento começou quando a mulher iniciou agressões verbais homofóbicas contra um grupo de passageiros. Ao intervir para tentar apaziguar os ânimos e evitar agressões físicas, Márcio passou a ser o alvo principal dos ataques racistas e de intolerância.
Mesmo após Márcio começar a filmar e se distanciar em direção às escadas rolantes, a agressora continuou a segui-lo até a parte superior do saguão, onde passou a acusá-lo falsamente de agressão. Diante da gravidade e da repercussão do vídeo, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecradi), requisitou a instauração imediata de inquérito policial para apurar os crimes de racismo e homofobia cometidos na estação sob concessão da ViaQuatro.

