E não é uma história qualquer
Observando a água subir até o queixo em muitos que estão no radar atualmente, acho que vai ultrapassar o nível da cabeça de todos.
Vejo também um brasileiro chamado Paulinho da Costa, percussionista, ganhar no dia 13 de maio estrela na calçada da fama de Hollywood. Até hoje, entre brasileiros, só Carmen Miranda recebeu tal homenagem. E ela era portuguesa de nascimento.
O Brasil e o mundo não estavam virados do avesso como agora. A cada hora acontece uma novidade. Tem mais novas ruins do que boas.
Nessa rodeada que dei, cito os 60 anos do partido político que pegou na mão do povo brasileiro rumo à redemocratização do país. O MDB completa 60 anos nesse mês. Está contando sua história de grande significado para o Brasil.
Seus líderes estiveram nas ruas buscando colocar o Brasil nos rumos da democracia. Ulysses, Teotônio, Tancredo, Sarney, Temer, Íris, Jader, Renan, Montoro, Quércia, Marcelo Barbieri, tantos outros de grandes e vitoriosas lutas pelas ruas do país.
Enfrentaram baionetas e fizeram abaixar com altivez do líder Ulysses Guimarães. Colocaram milhões de brasileiros defronte ao palanque em favor das Diretas. Foi o maior e mais expressivo movimento político que o Brasil presenciou.
O MDB está contando sua história. Vivemos um tsunami em escândalos absurdos. Temos conflitos pelo mundo que atingem toda economia daqui e de fora. Teremos um ano eleitoral com muita disputa dentro e fora das quatro linhas.
Um projeto de país precisa estar na frente de todas essas discussões. Projeto que Ulysses Guimarães colocou nos trechos da Constituição. Projeto que José Sarney traçou para dar ao Brasil garantias de eleição direta para presidente e passar a faixa ao vencedor.
Projeto que Itamar Franco assegurou com o Plano Real. Que Tancredo Neves escreveu em seu discurso como vencedor no Colégio Eleitoral. Projeto de país que Michel Temer idealizou, realizou e concluiu em seu mandato como salvador da derrocada que o Brasil rolava ladeira abaixo em uma recessão jamais vista nas Américas.
Michel Temer pediu licença para contar sua história. Ele e sua equipe colocaram o Brasil nos trilhos para um futuro de esperança para todos. O MDB está contando sua história.
São 60 anos com olhos voltados para uma democracia cada vez mais viva e segura. Passou por momentos difíceis, claro. Não rasurou sua história. Consertou seus problemas internamente.
Michel Temer colocou sua experiência brilhante na vida pública em favor de um gigante Brasil. Arregimentou jovialidade de um Baleia Rossi para dirigir os destinos do partido. Fez de Ricardo Nunes um vencedor.
MDB que tem no Parlamento expressivos nomes como Acácio Favacho, Alceu Moreira, Hildo Rocha e muitos outros com uma atuação que enobrece o Congresso Nacional. Traz para suas fileiras Álvaro Dias e Rafael Graça.
O partido conta sua história em linhas de extremo sucesso. Não vai faltar ao povo brasileiro. Jamais faltará.
Lembro dos seus grandes líderes caminhando pelas ruas do país clamando pela democracia. Não vivemos todo esse tempo em vão.
Se o Brasil olhar de lado verá Ulysses Guimarães com um exemplar da Constituição em uma das mãos. Na outra mão ele vai estar segurando uma bandeira do Brasil.
Lá na frente ele vai entregar Constituição e a bandeira nas mãos de um jovem. Esse é o pensamento do MDB para o Brasil.
Daqui décadas e mais décadas não se falará em democracia sem citar o MDB. O partido que fez o movimento democrático do Brasil ser o que é.
João Carlos Silva é articulista e consultor
