Primeira Avaliação de Densidade Larvária do ano começou em fevereiro; município aponta alta recusa de visitas e reforça vacinação para adolescentes de 10 a 15 anos
O controle da dengue e da chikungunya está em foco na Secretaria de Saúde de Caraguatatuba, especialmente neste período de chuvas. As equipes atuam com fiscalização, orientação e monitoramento, com destaque para a realização da primeira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026, iniciada no mês de fevereiro.
Os agentes já começaram a percorrer os bairros e realizar inspeções nas residências. Na última semana, o trabalho ocorreu na região Norte, passando por Tabatinga, Massaguaçu, Capricórnio e Jetuba, e deve seguir para as regiões Centro e Sul.
De acordo com a Secretaria, para que o trabalho seja efetivo é necessário permitir o acesso às áreas externas dos imóveis, onde estão os principais focos do Aedes aegypti — transmissor da dengue, chikungunya e zika. As visitas não incluem entrada no interior das casas e se limitam a locais como quintais, garagens e áreas abertas, para identificar recipientes que possam acumular água e orientar os moradores.
Quando o acesso não é permitido, parte das ações fica comprometida, incluindo a identificação de criadouros e a própria coleta de informações para a ADL, procedimento usado para mapear áreas com maior incidência de larvas e direcionar as medidas de controle. A Secretaria reforça que os agentes atuam identificados e paramentados, seguindo normas técnicas e de segurança.
RECUSA DIFICULTA AÇÕES E NEBULIZAÇÃO
Segundo a Secretaria de Saúde, 58% das pessoas não têm permitido a atuação dos agentes. Além de limitar a vistoria e a orientação, a recusa também dificulta outra estratégia do controle, a nebulização, aplicada de forma específica em áreas previamente definidas, com registro confirmado da doença e maior proliferação do mosquito.
BALANÇO DE NOTIFICAÇÕES
Em janeiro de 2026, Caraguatatuba registrou 289 notificações de dengue, com 20 casos positivos e 269 negativos. No mesmo período, foram contabilizadas 152 notificações de chikungunya. Segundo o município, não houve registro de casos de zika.
VACINA CONTRA A DENGUE
A Prefeitura reforça ainda a vacinação contra a dengue para adolescentes de 10 a 15 anos, disponível em todas as unidades de saúde do município. O esquema prevê duas doses, com intervalo de três meses. A orientação é que, em caso de infecção recente por dengue, o adolescente aguarde seis meses após a doença para iniciar ou completar a vacinação, conforme recomendação da Secretaria.
A Saúde orienta que moradores realizem vistorias semanais nos próprios imóveis e mantenham recipientes que possam acumular água devidamente eliminados ou protegidos, além de permitir a entrada dos agentes nas áreas externas para fortalecer o combate ao mosquito.