Dor ao mastigar, estalos ou sensação de travamento na mandíbula, dores de cabeça recorrentes, desconforto facial e até dor no pescoço e nos ombros podem ser sinais de Disfunção Temporomandibular (DTM), um problema que afeta a articulação temporomandibular (ATM) e a musculatura responsável pelos movimentos da mastigação. Apesar de comuns, esses sintomas ainda são subestimados por muitas pessoas.
Segundo o Dr. Carlos Gropen, especialista em dor, a DTM pode se manifestar de forma progressiva e, quando não avaliada corretamente, tende a se agravar. “É frequente que o paciente procure ajuda apenas quando a dor já está intensa ou constante. No entanto, sinais iniciais como estalos na mandíbula, cansaço ao mastigar ou dores de cabeça frequentes já indicam a necessidade de investigação”, explica.
A disfunção pode ter origem multifatorial, envolvendo fatores como bruxismo, estresse emocional, alterações posturais, sobrecarga muscular, hábitos inadequados e alterações na própria articulação. Por isso, o diagnóstico exige uma abordagem cuidadosa e individualizada. “Não se trata apenas da articulação. Avaliamos musculatura, postura, padrão de movimento e histórico do paciente para entender a real causa da dor”, destaca o especialista.
De acordo com o Dr. Carlos Gropen, a avaliação médico-fisioterapêutica é fundamental para identificar o fator desencadeante da DTM e evitar que o quadro evolua para dor crônica, limitação de movimentos e impacto na qualidade de vida. A atuação integrada permite definir estratégias de tratamento mais eficazes, que podem incluir técnicas para alívio da dor, reeducação muscular e orientação sobre hábitos que influenciam diretamente o problema.
O especialista reforça que sintomas persistentes não devem ser normalizados. “Conviver com dor ao mastigar, estalos frequentes ou dores de cabeça constantes não é normal. Quanto mais cedo o paciente busca avaliação, maiores são as chances de controle da dor, melhora funcional e prevenção de complicações futuras”, conclui.
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