O ministro Dias Toffoli, relator do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal, informou que só vai analisar um eventual envio do processo à primeira instância após a conclusão das investigações. Até lá, não haverá decisão sobre mudança de foro.
A apuração segue sob sigilo e inclui depoimentos de dirigentes e ex-dirigentes do Banco de Brasília (BRB) e do Banco Master, colhidos pela Polícia Federal. O inquérito investiga possíveis irregularidades na negociação de carteiras de crédito entre as instituições.
Paralelamente, o STF abriu uma nova frente para apurar a atuação de influenciadores digitais que teriam feito pedidos, em nome do BRB, para tratar do caso Master nas redes sociais. O tribunal avalia se esse trecho da investigação permanece no Supremo ou será remetido à primeira instância.
Outro ponto de tensão envolve o Banco Central. Reportagens indicam que um diretor da autoridade monetária foi confrontado por conselheiros do BRB após questionamentos sobre pedidos para a compra de carteiras do Banco Master, ampliando o desgaste institucional.
No campo administrativo, a crise levou à renúncia de Marcelo Talarico do Conselho de Administração do BRB. A saída é interpretada como reflexo direto das investigações e da repercussão do caso.
Em paralelo, o ex-governador Anthony Garotinho afirmou que uma operação da Polícia Federal pode atingir o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda. Até o momento, não há confirmação oficial por parte das autoridades.
Como novo desdobramento, Dias Toffoli decidiu retirar o sigilo das acareações realizadas entre representantes do BRB e do Banco Master, tornando pública essa parte do processo. A medida amplia a transparência do caso e pode acelerar a pressão política e institucional em torno das investigações.
O caso Banco Master avança simultaneamente no campo judicial, político e institucional, com potencial para novos desdobramentos no Supremo, no sistema financeiro e no cenário partidário nacional.
