O portal recebeu o pastor Luciano Luna, líder religioso de destaque no cenário nacional, responsável pela fundação do setorial religioso do PT e, posteriormente, do PSDB. Reconhecido por sua atuação na relação entre igrejas e política, o pastor trouxe uma análise aprofundada sobre o crescente assédio político a líderes evangélicos no Brasil.
Em entrevista exclusiva, Luciano Luna abordou o conflito entre a influência religiosa e a política, destacando as implicações desse fenômeno para o futuro do país. Durante a conversa, o pastor explicou que o assédio político a líderes evangélicos não é algo novo, mas tem se intensificado nos últimos 10 a 20 anos. “Esse assédio, ele é constante, de alguns anos, de uns 10, 20 anos pra cá. Os políticos entenderam que a comunidade evangélica, como você acabou de dizer, é a comunidade que mais cresce no nosso país”, afirmou.
O pastor também destacou que, segundo o IBGE, até 2037 a população evangélica deverá ultrapassar a de católicos no Brasil, o que amplia ainda mais o interesse dos políticos em buscar apoio nas igrejas. “O assédio tem sido, assim, cada vez mais intenso”, acrescentou.
Com a proximidade das eleições presidenciais e estaduais, Luna relatou que a movimentação já é perceptível. “Nós temos eleições agora, o ano que vem, tanto da parte das eleições presidenciais quanto das estaduais. Os políticos já estão correndo, batendo na porta das igrejas, procurando seus pastores pra fazer as suas alianças”, explicou.
A crescente aproximação entre política e religião divide opiniões no país: enquanto alguns defendem que as igrejas se mantenham afastadas da política partidária, outros acreditam que líderes religiosos devem ter participação ativa no debate nacional.
