O Carnaval de Veneza não nasceu como espetáculo turístico. Nasceu como estratégia social.
Sua origem remonta oficialmente a 1094, quando documentos da República de Veneza já mencionavam celebrações públicas antes da Quaresma. Em 1296, o Senado declarou o dia anterior ao período religioso como feriado oficial. A cidade, potência marítima e comercial da Europa, transformava-se em palco.
Mas o grande símbolo sempre foi a máscara.
Muito além do adorno estético, ela representava igualdade temporária. Nobres e plebeus circulavam sem distinção, protegidos pelo anonimato. A crítica política, os encontros sociais e as negociações aconteciam por trás dos rostos ocultos.
Em 2026, com o tema Olympus, em homenagem às Olimpíadas de Inverno, a Piazza San Marco reuniu turistas do mundo inteiro — e, claro, brasileiros. Fantasias inspiradas na mitologia e na força dos deuses gregos dominaram o cenário histórico, transformando a cidade em um verdadeiro teatro a céu aberto.
O Carnaval de Veneza é patrimônio cultural, produto diplomático italiano, motor econômico e narrativa viva sobre poder e identidade.
Mais do que fantasia, ele é teatro político, memória histórica e expressão estética.
Realizado de 31 de janeiro a 17 de fevereiro, o Carnaval de Veneza 2026 atraiu aproximadamente 3 milhões de visitantes ao longo do período do festival.
Nos fins de semana, especialmente na Piazza San Marco, o pico de público chegou a reunir entre 150 mil e 200 mil pessoas por dia. A edição encerrou com registros de visitantes de 173 nacionalidades diferentes, consolidando-se como um evento mundial. A taxa de ocupação hoteleira durante o período atingiu níveis entre 95% e 100%.
Cercada pelas águas e conhecida como a cidade mais romântica do mundo, Veneza encerrou a festa em grande estilo, com muito rock and roll e um cenário digno de cinema.
