Atleta de 53 anos morreu durante a prova neste sábado (17); organização ainda não respondeu oficialmente onde estava o desfibrilador e se o equipamento foi utilizado.
A morte de um atleta de 53 anos durante a prova 28 Praias, em Ubatuba, neste sábado (17), levantou questionUbatuba: apuração sobre morte na 28 Praias aponta ausência de DEA na ambulância do primeiro atendimento
Atleta de 53 anos morreu durante a prova neste sábado (17); organização ainda não respondeu oficialmente onde estava o desfibrilador e se o equipamento foi utilizado.
A morte de um atleta de 53 anos durante a prova 28 Praias, em Ubatuba, neste sábado (17), levantou questionamentos sobre a estrutura de emergência disponível durante a competição.
Informações obtidas após a ocorrência apontam que a ambulância envolvida no primeiro atendimento ao competidor não dispunha de desfibrilador externo automático, o DEA.
A informação ainda não foi confirmada oficialmente pela organização da prova.
Após a primeira publicação sobre o caso, uma pessoa identificada como Tani Oreggia entrou em contato pelo Instagram e afirmou que amigos do atleta já realizavam manobras de reanimação quando o atendimento chegou.
Ela também informou que três ambulâncias teriam participado da ocorrência e que um representante da Federação Paulista de Atletismo teria acompanhado o atendimento.
Na mesma conversa, foi afirmado que havia “DEA no local” e também “desfibrilador”.
A manifestação, porém, não esclareceu em qual ponto da prova estava o equipamento, em qual ambulância ele se encontrava ou se chegou a ser utilizado durante o atendimento ao atleta.
DEA significa desfibrilador externo automático e já é um tipo de desfibrilador. Por isso, também não ficou claro se a manifestação se referia a equipamentos diferentes ou se os termos foram utilizados para indicar o mesmo aparelho.
A principal dúvida permanece: a ambulância que chegou ao atleta tinha um DEA disponível para utilização imediata?
A organização também não esclareceu oficialmente quantas ambulâncias estavam distribuídas pelo percurso, quais delas possuíam desfibrilador, onde os equipamentos estavam posicionados e qual foi a sequência do atendimento realizado.
Nota foi condicionada à autorização da família
Durante o contato pelo Instagram, foi informado que uma manifestação oficial somente seria divulgada caso houvesse autorização da família.
A preservação das informações pessoais e médicas do atleta deve ser respeitada.
Os questionamentos feitos, entretanto, estão relacionados à estrutura operacional da competição, como quantidade de ambulâncias, equipamentos de emergência disponíveis, localização do DEA e protocolo adotado em uma situação de parada cardiorrespiratória.
Até o momento, não há elementos para afirmar que houve tentativa de esconder informações sobre o caso.
O que permanece sem resposta oficial são justamente os pontos técnicos relacionados ao atendimento.
A causa da morte também não foi confirmada oficialmente.
Prova já registrou outra morte
Esta não é a primeira morte registrada durante o Desafio 28 Praias em Ubatuba.
Em setembro de 2018, um atleta de 29 anos, morador de Mauá, morreu enquanto disputava o percurso de 21 quilômetros.
Na ocasião, ele passou mal em uma trilha próxima à Praia do Tenório, sofreu uma parada cardiorrespiratória e chegou a receber atendimento, mas não resistiu.
A apuração sobre a ocorrência deste sábado continua e depende agora de esclarecimentos oficiais sobre a estrutura médica disponibilizada durante a competição.

