A obra da Sabesp que prevê a retirada de até 4 mil litros de água por segundo da Represa Billings, em São Bernardo do Campo, para abastecer a Represa Taiaçupeba, em Mogi das Cruzes, está provocando questionamentos sobre os possíveis impactos ambientais na região.
O projeto prevê a captação de água no braço do Rio Pequeno, na Billings, e tem investimento estimado em R$ 1,4 bilhão. A transposição será realizada por meio de uma estrutura de aproximadamente 38 quilômetros, com intervenções que passam por municípios como Santo André, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.
Em maio, o Ministério Público de São Paulo recomendou a paralisação das obras e a suspensão das licenças ambientais concedidas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). O órgão também recomendou a elaboração de um Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) antes da continuidade do licenciamento.
Entidades ambientais, organizações da sociedade civil e moradores questionam os possíveis impactos do empreendimento, principalmente em relação à quantidade de água que será retirada da Billings.
Em entrevista ao nosso canal, o vereador Ananias Andrade criticou o projeto e questionou a capacidade hídrica do braço do Rio Pequeno. Segundo o parlamentar, a região produz aproximadamente 1.400 litros de água por segundo, quantidade inferior aos 4 mil litros por segundo previstos para a captação.
O vereador também alertou para possíveis riscos de contaminação, impactos ambientais e estruturais, além de questionar o investimento de R$ 1,4 bilhão destinado ao empreendimento.
Por outro lado, a Sabesp e o Governo do Estado de São Paulo defendem a obra e afirmam que o projeto segue critérios técnicos e normas ambientais. Estudos apresentados pelo governo, elaborados pela Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH), vinculada à Universidade de São Paulo (USP), apontam viabilidade hídrica para a captação.
A reportagem procurou a Sabesp, mas, até o momento da publicação, não houve posicionamento

